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Registros dos ataques / Reprodução do G1.
Dez pessoas de uma mesma família palestina, incluindo
oito crianças, foram mortas neste sábado (15) em um bombardeio israelense na
Faixa de Gaza, informaram fontes médicas.
Além disso, um prédio de
12 andares na Faixa de Gaza que abriga os escritórios da Associated Press (AP),
dos Estados Unidos, e da emissora Al Jazeera, do Catar, desabou neste sábado,
após ser atingido por mísseis israelenses, informaram as agências Reuters e
France Presse. Não há informações de feridos.
O prédio foi evacuado
cerca de uma hora antes do ataque aéreo, após um aviso ser enviado ao
proprietário do prédio pelo exército israelense, informou a Reuters. Não houve
uma explicação imediata do motivo pelo qual o edifício foi alvo do ataque.
"Um ataque
israelense destruiu o prédio que abrigava os escritórios da AP em Gaza",
disse Jon Gambrell, jornalista da agência de notícias, no Twitter. "O
Exército avisou o proprietário do prédio onde fica o escritório da AP que o
local seria alvo de um bombardeio", escreveu pouco antes do ataque.
Outro jornalista da AP,
que pediu para não ser identificado, disse que todos os funcionários estavam
bem, mas em estado de choque.
A rede de televisão Al
Jazeera confirmou no Twitter que seus escritórios ficavam no prédio e
transmitiu ao vivo as imagens da torre desabando e sendo reduzida a uma
montanha de escombros.
Os militares israelenses ainda não comentaram sobre o ataque. O edifício também tinha vários apartamentos e outros escritórios.
Ataques
prosseguem
Dez pessoas de uma
mesma família palestina, incluindo oito crianças, foram mortas neste sábado em
um bombardeio israelense na cidade de Gaza, segundo fontes médicas palestinas.
O ataque atingiu a
casa da família Abu Hatab, no campo de refugiados de Al-Shati. O prédio de três
andares em que estavam desabou após o bombardeio.
A mãe e seus
quatro filhos - com idades entre 5 e 15 anos - morreram. Quatro primos - com idade
entre 8 e 14 anos - e sua mãe, que os visitavam por ocasião do Eid al-Fitr, que
marca o fim do Ramadã, também morreram.
Os dois pais, Aala
Abu Hattab e Mohamad Al Hadidi, que estavam do lado de fora do prédio,
sobreviveram, assim como um bebê de cinco meses que foi hospitalizado.
As crianças
"estavam seguras em casa, não carregavam armas, não disparavam
foguetes", disse Mohammad Al Hadidi. "Usavam roupas novas para o Eid
al-Fitr".
O chefe do Hamas,
Ismail Haniyeh, denunciou em um comunicado "um massacre hediondo no campo
de Al-Shati".
Israel atingiu a
Faixa de Gaza com ataques aéreos e militantes palestinos lançaram foguetes em
Tel Aviv e outras cidades neste sábado. Diplomatas americanos e árabes procuram
acalmar a situação, porém, ainda sem sucesso.
Durante a madrugada, militantes palestinos
dispararam cerca de 200 foguetes contra cidades israelenses, e aviões de Israel
atingiram o que seriam alvos usados pelo Hamas, o grupo islâmico que comanda
Gaza.
Pelo menos 139 pessoas,
incluindo 39 crianças, foram mortas em Gaza desde o início do conflito na
segunda-feira (10), informaram médicos palestinos. Já Israel registrou nove
mortos, incluindo duas crianças. No saldo de feridos, são 1.000 palestinos e
560 israelenses.
O bombardeio israelense
matou durante a noite de sexta e madrugada de sábado mais de 15 palestinos em
Gaza, disseram médicos, incluindo a família palestina.
Os militares israelenses
disseram neste sábado que cerca de 2.300 foguetes foram disparados de Gaza
contra Israel desde segunda-feira, com cerca de 1.000 interceptados por defesas
antimísseis e 380 caindo na Faixa de Gaza.
FONTE: G1.