/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/J/d/3t0KLVQXyo9q1RuzQtsA/063-1317316719.jpg)
Viajantes se vacinando no aeroporto de Miami / Reprodução do G1.
Antes mesmo que o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, comunicar que
o governo estadual autorizou a vacinação contra a Covid-19 de turistas na terça-feira (11), a família
de Samanta já havia desembarcado nos Estados Unidos. A brasileira, que não quis
ter o sobrenome identificado, viajou com o marido e com a filha, de 12 anos,
com a expectativa de serem imunizados.
"Uma amiga minha, que tinha perdido a sogra para a Covid, estava na minha
casa me contando o momento difícil que a família estava passando quando recebeu
um telefonema avisando que outro colega havia morrido. Ali, para mim, foi o
momento decisivo”, conta Samanta.
Em menos de 48
horas, a família embarcava no Aeroporto Internacional de Florianópolis Hercílio
Luz rumo ao México, parada obrigatória para a realização de quarentena de 15
dias.
Pessoas vindas do
Brasil e de mais seis países, além de alguns países europeus, devem cumprir
quarentena de 14 dias em outros territórios sem restrições antes de entrar nos
Estados Unidos.
A vacinação contra
a Covid-19 no Brasil anda a passos lentos. O ritmo de vacinação contra a Covid-19 caiu pela metade no Brasil nos primeiros 14 dias do mês de
maio. Quem tem recursos está cogitando o "turismo da vacina".
A agência catarinense Menton, que organizou a viagem de Samanta, oferece
um pacote de luxo para duas pessoas: passagens aéreas no setor executivo e hospedagem de alto padrão por
US$ 17.600 (cerca de R$ 93 mil).
Vírginia
Peluffo, sócia da agência, afirmou que os serviços são realizados sob demanda e
que não incentiva o chamado "turismo de vacina". “Não incentivamos
esse tipo de turismo porque não há garantias de que a pessoa vá ser imunizada:
as regras podem mudar a qualquer momento.”
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/c/V/bITJrSTZ6e1oqmcnWFzg/063-1317682233.jpg)
Cartaz oferece vacinação no metrô de Nova York / Reprodução do G1.
O aumento do número de brasileiros que viajam aos EUA
para serem imunizados foi tanto que a Be Happy, agência de viagens de luxo com
sede em Moema, bairro de classe alta em São Paulo, criou destinos
personalizados aos seus clientes.
Com pacotes a
partir de R$ 50 mil é possível ter os EUA como
destino final, mas não antes de passar um período de 15 dias nas Ilhas Maldivas, Dubai, México, Costa Rica ou República Dominicana.
“Tem passageiro que, ao invés de ficar 15 dias em um
lugar só, prefere viajar a dois pontos diferentes na costa do México, aproveita
para passear. Outros, pedem apartamento até com cozinha porque não querem sair
do hotel nem para comer”, comenta Jacque Dallal, fundadora da Be Happy.
“A
quarentena, no México, não é restrita ao hotel, onde a pessoa não pode fazer
nada. O turismo lá me impressionou muito porque tem muita gente viajando”,
comenta Márcia Rosa, proprietária de uma franquia da agência de viagens
Flytour.
Rosa viajou aos Estados Unidos com o marido para visitar
o filho e os netos, que moram no Vale do Hudson, região metropolitana de Nova
York. No dia seguinte à sua chegada na cidade, foi vacinada em uma farmácia com
o imunizante produzido pela Moderna.
Inspirada em
sua experiência, criou um pacote de
viagem ao custo de R$ 18.782. No pacote, estão incluídas
passagens aéreas de ida e volta, hospedagem e transfer da
cidade até o local de vacinação.
Rosa também auxilia os clientes no momento do agendamento
da vacinação. Todo o processo é feito on-line e, já no cadastro, a pessoa
informa qual a sua vacina de preferência. Atualmente, o país dispõe de três
imunizantes: Moderna, Pfizer e Janssen.
O período de quarentena no México inclui cinco noites em Valladolid, cinco noites em Tulum e cinco noites em Cancun. Depois, mais 5 dias nos EUA. “Com menos de uma semana, eu já tinha 13 famílias confirmadas”, afirma Rosa. Segundo ela, a maioria dos compradores são casais acima dos 60 anos que já se vacinaram e desejam viajar aos EUA com o objetivo de vacinar os filhos.
FONTE: G1.