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Ensinada
na infância e indicada para o resto da vida, a leitura não tem
contraindicações. Além dos já conhecidos benefícios para a educação, como o
enriquecimento do vocabulário, a melhora do raciocínio e o aumento da
capacidade de concentração, por exemplo, o hábito de ler também tem sido um
aliado nos cuidados com a saúde da mente através da biblioterapia.
De acordo com a psicóloga
Elilian Kelly, especialista em psicologia clínica hospitalar do Hospital Jayme
da Fonte, a leitura estimula a inteligência emocional. Com isso, os livros
desempenham papel importante na redução do estresse e da sensação de angústia
ou preocupação. Agindo também muitas vezes como um relaxante natural para os
músculos. "Ao praticar a leitura, desenvolvemos a empatia, que é a
capacidade de colocar-se no lugar do outro, de compreender e se solidarizar com
a sua dor. Além disso, a leitura pode se tornar terapêutica por meio das
palavras de conforto e acaba sendo um tratamento para as pessoas que buscam
suporte emocional", disse a especialista.
Leitora desde muito jovem, a estudante Vitória Floro, 22,
acabou se distanciando do hábito por conta da correria do dia a dia.
Sentindo-se mal por ter, algumas vezes, um rendimento ruim na escola, Vitória
recuperou a sua autoconfiança quando passou a se aventurar em obras de autores
mais complexos. "Sempre fui uma criança que levava muita chamada na
escola, nunca passei por média, demorei pra conseguir passar no vestibular,
isso tudo abalou minha autoestima intelectual. Perceber que eu estava compreendendo
autores complexos, como Clarice Lispector, Kafka, Drumond e Tolstoi, me ajudou
muito a recuperar essa confiança no meu potencial intelectual", desabafou.
Fiz as pazes comigo mesma e compreendi que existem diversos tipos de
conhecimento e inteligência e todos são válidos", emendou Vitória.
FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.