Imagem meramente ilustrativa / Reprodução do google.
A população do sertão do Araripe vai passar a contar, nos
próximos dias, com os primeiros 10 leitos de terapia intensiva exclusivos para
recém-nascidos. Na manhã desta segunda-feira (17), o secretário estadual de
Saúde André Longo visitou, acompanhado dos deputados estaduais Roberta Arraes e
Antônio Fernando – membros da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de
Pernambuco, a UTI neonatal do Hospital e Maternidade Santa Maria, localizada na
cidade de Araripina, unidade filantrópica conveniada ao Sistema Único de Saúde
(SUS) na região.
Os leitos, primeiros do tipo no Araripe, serão voltados
para bebês que necessitem de cuidados hospitalares intensivos. A nova estrutura
- equipada com incubadoras, monitores cardíacos, respiratórios e oxímetros -
irá garantir atendimento aos casos mais graves, proporcionando cuidado adequado
aos bebês da IV macrorregião de Saúde, que contempla as VII, VIII e IX Geres,
com sedes em Salgueiro, Petrolina e Ouricuri, respectivamente. A UTI neonatal
da unidade deve entrar em funcionamento ao longo desta semana. Na sexta-feira
(14), a rede de saúde para cuidados intensivos às crianças e bebês já havia
sido reforçada com 10 leitos, sendo seis de UTI pediátrica e quatro de UTI
neonatal, no Imip, no Recife.
"É certo que o Governo de Pernambuco se empenha, cada
vez mais, na estruturação de uma rede de saúde robusta, diversificada e
descentralizada, levando em conta as especificidades de cada região. O cenário
da pandemia da Covid-19 no Estado intensificou estes esforços de abertura de
leitos em todo território pernambucano. Para se ter uma ideia, antes da
pandemia, a IV macrorregião de Saúde contava com 57 leitos de UTI, entre
adulto, neonatal e pediátrico. Atualmente, estamos com 219 leitos de terapia
intensiva na região, o que significa um aumento de 280%", avaliou o
secretário estadual de Saúde, André Longo.
Atualmente, o Hospital e Maternidade Santa Maria possui 246 leitos, sendo 120 voltados para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Graves (Srag), 60 deles de UTI e outros 60 de enfermaria. "Estamos felizes em poder comemorar a abertura desses leitos no Sertão do Araripe, que chegam para beneficiar toda a macrorregião de Saúde. Antes, precisaríamos realizar a transferência de pacientes graves para unidades mais distantes. A partir de agora, teremos como oferecer um atendimento mais rápido e próximo às famílias", comemorou Irmã Fátima Alencar, diretora do Instituto Social das Medianeiras da Paz (ISMEP), entidade que gerencia a unidade hospitalar.
Interiorização da assistência:
Com a Pandemia da Covid-19, o Governo de Pernambuco
mobilizou toda a sua estrutura para garantir a assistência aos pacientes
acometidos com a doença e colocou em curso o maior esforço sanitário e de
mobilização de insumos, equipamentos e recursos humanos da história do Estado.
Com isso, Pernambuco possui, hoje, o 6º maior quantitativo de leitos de UTI
para a Covid-19 entre os estados brasileiros. Com cerca de 1.700 vagas de
terapia intensiva e uma proporção de 17,7 vagas por cada 100 mil habitantes, o
Estado tem a maior rede pública, quantitativamente e em proporções
populacionais, para a doença do Norte e Nordeste.
Antes da pandemia, os hospitais que atendem os pacientes
do SUS em Pernambuco contavam com pouco mais de 1 mil leitos de terapia
intensiva. Atualmente, são cerca de 2.400 vagas de UTI em todo o Estado,
somando os leitos dedicados para a Covid-19 e os destinados às outras
enfermidades. No período, houve um aumento de 140% na oferta de terapia
intensiva.
No interior do Estado, a oferta de leitos de UTI foi
triplicada, saltando de 216 em março de 2020 para 700 atualmente. Com isso,
regiões, como a X Geres (sede em Afogados da Ingazeira, no Pajeú), que nunca
contaram com suporte intensivo, passaram a ofertar vagas de UTI para a
população. "Dentro da estratégia de enfrentamento à Covid-19, por
determinação do governador Paulo Câmara, trabalhamos priorizando a expansão da
oferta da assistência médica especializada, já que muitas vezes é um divisor de
águas no desfecho clínico da doença. E, neste sentido, tivemos uma atenção
muito especial para a descentralização das vagas de UTI, levando este tipo de
suporte para o interior de Pernambuco, em áreas onde, muitas vezes, havia um
vazio assistencial. Estes leitos têm tido impacto direto em vidas e muitos
deles, após superarmos a pandemia, irão permanecer para atender outras
patologias, se tornando um legado para a rede de Saúde", destacou André
Longo.
O gestor estadual também enfatizou o impacto da expansão
de leitos nos indicadores do novo coronavírus no Estado. “O grande esforço e
investimento do Governo de Pernambuco na expansão de vagas de UTI, de forma
regionalizada, está garantindo que pernambucanos com quadros menos graves
tenham acesso ao cuidado intensivo de forma antecipada, tendo maiores chances
de sobreviver à doença. E Isto também tem impacto nos indicadores de
Pernambuco, que tem se destacado no país. A taxa de mortalidade por Covid-19 do
Estado, por exemplo, é, de acordo com dados da Organização Pan-Americana de
Saúde, braço da Organizar Mundial da Saúde na América Latina, a segunda menor
do Brasil", disse.
Balanço da vacinação:
Pernambuco já aplicou 2.379.507 doses da vacina contra a
Covid- 19, das quais 1.575.399 foram primeiras doses. Ao todo, foram feitas a
primeira dose em
259.299 trabalhadores de saúde; 25.497 povos indígenas
aldeados; 38.416 em comunidades quilombolas; 7.115 idosos em Instituições de
Longa Permanência; 567.306 idosos de 60 a 69 anos; 391.756 idosos de 70 a 79
anos; 102.988 idosos de 80 a 84 anos; 89.453 idosos a partir de 85 anos; 1.305
pessoas com deficiência institucionalizadas; 7.031 trabalhadores das forças de
segurança e salvamento; 73.183 pessoas com comorbidades; 2.144 pessoas com
deficiência permanente; 9.906 gestantes e puérperas.
Em relação à segunda dose, já foram beneficiados 207.356 trabalhadores de saúde; 24.964 povos indígenas aldeados; 72 em comunidades quilombolas; 5.160 idosos institucionalizados; 183.669 idosos de 60 a 69 anos; 280.541 idosos de 70 a 79 anos; 46.844 idosos de 80 a 84 anos; 54.265 idosos a partir de 85 anos, 1.122 pessoas com deficiência institucionalizadas; 115 trabalhadores das forças de segurança e salvamento; totalizando 804.108 pessoas que já finalizaram o esquema.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.