
Imagem meramente ilustrativa / Reprodução do google.
Há algumas semanas, o frio vem roubando a cena em várias regiões do País. Temperaturas mais baixas, sinônimo de reforço nas cobertas. E, se você sente a necessidade de reforçar as cobertas, pode acreditar que os pets também.
Essa variação na temperatura exige um olhar mais cuidadoso com eles, sobretudo os cães, que não possuem a mesma desenvoltura dos gatos para acessarem lugares mais altos e mais aquecidos que o chão.
Por isso, a importância de adotar algumas medidas para evitar que a mudança no clima acarrete problemas na saúde do mascote, seja ele cão ou gato.
Vacinas em dia :
O ideal é que os cuidados comecem antes mesmo de os termômetros acusarem a chegada do frio. “A primeira coisa que eu sempre digo aos tutores quando vai chegando o mês de junho é colocar as vacinas em dia. Julho e agosto são meses de chuva e vento, fatores que deixam o animal mais propenso a pegar uma gripe”, explica a médica veterinária clínica e dermatologista da Mundo Pet Recife, Karina Melo.
Sim, os pets gripam, e isso pode ser mais fácil do que imaginamos. “É tão fácil quanto uma pessoa pegar um resfriado. Basta um cachorro latir pro outro”, diz Karina, alertando que os cães que costumam tomar banho em pet shops e aqueles que frequentam creches ou outros espaços compartilhados estão mais expostos.
Para os cães, a vacina é contra a tosse dos canis. No caso dos gatos, segundo Karina, é a da rinotraqueíte, um vírus que faz o animal desenvolver secreção e pode até evoluir para uma pneumonia grave.
“Em geral, isso acontece mais com os gatos que têm acesso livre à rua.
Os que vivem em ambiente doméstico são mais difíceis de ter”, pontua.
Vale lembrar que visitar o médico veterinário com regularidade é essencial em
qualquer estação do ano. E que, além das vacinas da gripe, há uma série de
imunizantes fundamentais para garantir uma boa saúde do quatro patas.
Braquicefálicos :
A maior incidência de gripe em pets está relacionada aos cães braquicefálicos. Segundo Karina, isso acontece pelo fato de eles terem o trato respiratório superior mais curto, o que aumenta a predisposição para gripar. “Eles sofrem mais nesta época de frio”, diz ela.
Agasalhos:
A pelagem atua com um casaco e ajuda a proteger os animais do frio. Mas os cães
com pelos curtos devem ser mantidos agasalhados, segundo Karina, por não terem
uma proteção natural significativa.
"É sempre importante manter agasalhado, deixar uma caminha quentinha, evitar que o pet fique em varandas, expostos a vento ou no chão frio. Sempre deixar tudo bem fechado.”
Os animais idosos e aqueles que sofrem de alguma patologia ortopédica tendem a sentir mais desconforto quando as temperaturas baixam. Com esses, os cuidados para manter um ambiente confortável e aquecido são ainda mais importantes. Entre os sinais que o pet pode dar ao sentir frio, estão tremores e a opção por deitar mais encolhidos.
Banho e tosa:
Com a temperatura mais fria, uma das questões que mais geram dúvidas é sobre a
manutenção do banho e da tosa. De acordo com Karina, vale a pena aumentar o intervalo entre uma
tosa e outra nos cães mais peludos, de forma que eles tenham um agasalho
natural.
Os banhos, dependendo do tipo do pelo do animal, não dá para espaçar tanto. Mas, no caso daqueles com pelo curto, não é má ideia aumentar um pouco o intervalo. E, independente da pelagem, o mais indicado é evitar banhar o pet em dias chuvosos e frios.
FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.