
Imagem meramente ilustrativa / Reprodução do google.
Em Pernambuco, a produção industrial apresentou variação negativa de 2,8%, de maio para junho deste ano. Já na comparação entre junho de 2020 e o mesmo mês de 2021, Pernambuco também acumulou taxa negativa, desta vez, com retração de 2,7%. Porém, no acumulado dos últimos 12 meses, o estado teve um resultado positivo e cresceu 9,0%. No primeiro semestre, a produção industrial pernambucana também acumula crescimento (8,0%). Os dados foram divulgados na Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“De forma geral, a gente teve uma
redução, e a maior parte dos índices mostraram essa retração acontecendo. Por
exemplo, quando a gente compara com um ano atrás, junho contra junho, a gente
ainda vê um índice negativo muito semelhante ao que vimos na comparação mensal
e as atividades que cresceram foram as que tiveram mais perdas ao longo de
2020. Qualquer aumento que a gente veja agora, passa a ser algo
significativo. Por exemplo, a atividade que mais cresceu na comparação com
junho de 2020 foi a fabricação de equipamentos de transporte, com um aumento de
132,9%, porque estamos com uma base muito reprimida e foi uma atividade que
sofreu muito ao longo de 2020”, explica a gerente de pesquisa do IBGE em
Pernambuco, Fernanda Estelita.
No primeiro semestre, as atividades em destaque foram:
fabricação de outros equipamentos de transporte exceto veículos automotores,
com crescimento de 110%; fabricação de máquinas, aparelhos e materiais
elétricos, com +8%; fabricação de produtos de minerais não metálicos, com aumento
de 25,6%; metalurgia, com 24,2% e fabricação de produtos de metal, exceto
máquinas e equipamentos, com crescimento de 23,5%. Já a fabricação de produtos
alimentícios e a fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza,
cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal apresentaram queda de 4,8%
e 2,0% respectivamente.
Cenário nacional
De maio para junho de 2021, a indústria nacional apresentou variação nula
(0,0%). Na série com ajuste sazonal, dez dos 15 locais pesquisados apresentaram
taxas negativas. As quedas mais acentuadas foram no Paraná (-5,7%) e no Pará
(-5,7%). Já os maiores avanços foram na Bahia (10,5%) e na Região Nordeste
(6,4%).
Na comparação com junho de 2020, dez dos 15 locais pesquisados mostraram
resultados positivos. A média móvel trimestral recuou em oito dos quinze locais
pesquisados e as quedas mais acentuadas foram: Paraná (-3,5%), Bahia (-3,1%),
Pará (-2,6%), Região Nordeste (-2,5%) e Pernambuco (-1,2%). Já o acumulado do
ano, de janeiro a junho, foi positivo em 12 dos 15 locais pesquisados, com
destaque para Ceará (26,8%), Amazonas (26,6%) e Santa Catarina (26,1%).
FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.