
Senadores
governistas e da oposição criticam a volta das coligações proporcionais,
em consonância com o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e
sinalizam que votarão contra a medida, se ela entrar em pauta. A
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada em primeiro turno
pela Câmara na semana passada e a votação em segundo turno está marcada
para amanhã. Para valer nas eleições do ano que vem, o texto precisa ser
chancelado pelo Senado até outubro. A disposição dos senadores em não
dar seguimento à medida promete ser mais uma fonte de atrito entre as
duas Casas.
Derrubada pelo Congresso em 2017, a coligação
proporcional permite, em sistema de aliança partidária, que candidatos
menos votados, e muitas vezes sem afinidade ideológica, se elejam na
esteira dos votos computados pelo conjunto de legendas que integram o
bloco.
A disposição dos senadores de derrubar ou engavetar a
volta das coligações proporcionais deve piorar ainda mais o clima entre
as duas Casas, que não têm mostrado alinhamento na pauta legislativa. Na
reportagem completa, senadores explicam por que o apoio à volta das
coligações proporcionais na Câmara não encontra eco no Senado.
FONTE: OGLOBO.GLOBO.COM