Publicada em 16/08/2021 às 09h28.
Leishmaniose pode atacar em duas formas
Considerada uma doença negligenciada pela saúde pública, a leishmaniose é uma doença infecciosa e pode chegar a matar em sua forma mais grave, a visceral.



Considerada uma doença negligenciada pela saúde pública, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose - uma doença infecciosa (não contagiosa) pode chegar a matar em sua forma mais grave, a visceral. O vetor são as fêmeas do mosquito-palha que contaminam os animais – ou picam animais infectados e posteriormente picam o humano. Na natureza, o parasita Leishmania pode se alojar em outros animais, como lobos, raposas, coelhos e roedores. Nas zonas urbanas, os cães são o principal reservatório, mas os gatos também podem ter a doença. 

Segundo o médico infectologista, Paulo Sérgio Ramos, chefe do Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP) do Hospital das Clínicas da UFPE/Ebserh, a doença é mais comum em populações rurais e periurbanas. "A melhor forma de prevenir é usar roupas compridas e repelentes ao adentrar em áreas de matas assim como as medidas preventivas para redução de riscos de infecção de cães domésticos como emprego de vacina e uso de produtos repelentes”, afirmou o médico.


A doença se apresenta em duas formas: a cutânea - que causa lesões na pele- e a visceral - que afeta os órgãos internos, como fígado e baço. Segundo o médico os sintomas também podem variar. Na forma cutânea, as feridas nos membros inferiores podem durar semanas ou meses e são o principal fator de indicação. Já na forma visceral – a forma mais letal da doença - , há um comprometimento dos órgãos internos e o paciente pode apresentar febre irregular, perda de peso e desconforto abdominal.

"A forma visceral é mais frequente nas zonas rurais, mas está havendo um deslocamento da doença. Municípios da Zona da Mata norte de Pernambuco já estão registrando casos. Itamaracá, Itapissuma, Araçoiaba e municípios vizinhos daquela região. No Agreste já temos casos entre Caruaru e Petrolina (Sertão)", afirma Ramos. 


A doença se apresenta em duas formas: a cutânea - que causa lesões na pele- e a visceral - que afeta os órgãos internos, como fígado e baço. Segundo o médico os sintomas também podem variar. Na forma cutânea, as feridas nos membros inferiores podem durar semanas ou meses e são o principal fator de indicação. Já na forma visceral – a forma mais letal da doença - , há um comprometimento dos órgãos internos e o paciente pode apresentar febre irregular, perda de peso e desconforto abdominal.

"A forma visceral é mais frequente nas zonas rurais, mas está havendo um deslocamento da doença. Municípios da Zona da Mata norte de Pernambuco já estão registrando casos. Itamaracá, Itapissuma, Araçoiaba e municípios vizinhos daquela região. No Agreste já temos casos entre Caruaru e Petrolina (Sertão)", afirma Ramos. 


"Muitas vezes pela indústria farmacêutica, vemos uma lentidão na busca e no desenvolvimento de novos remédios. A própria pobreza é um fator determinante para essa doença. Ela é mais difícil para ser controlada. Teríamos que eliminar a pobreza, dar melhores condições de moradia, de nutrição", pontua o pesquisador.

Em Pernambuco a letalidade é média, segundo o pesquisador, em 2019 a taxa de letalidade foi de 10,2% em 2019. Em 2020, para a leishmaniose visceral, o estado registrou 106 casos novos, com a incidência de 1,1 caso por 100 mil habitantes. Nesse período, foram 13 óbitos dessa forma. Já em relação à leishmaniose tegumentar, forma cutânea da doença, foram registrados 142 casos no ano passado, com taxa de incidência de 2,1 casos por 100 mil habitantes.

 

Cuidados com os cães têm que ser redobrados:

Os cuidados com os cães que são os principais reservatórios do agente causador da leishmaniose devem ser redobrados. Além da vacinação contra a doença, os tutores devem colocar coleiras repelentes e manter limpa a área em que o animal vive. "O mosquito-palha adquire o parasito ao picar um animal infectado pelo protozoário Leishmania infantum. Qualquer outro cão ou ser humano que seja picado posteriormente por este inseto poderá adquirir a doença", informou Silvana Brada, médica-veterinária e gerente de uma companhia de produtos veterinários.

Embora normalmente seja silenciosa nos animais, alguns sintomas podem ser observados, como crescimento de unhas, problemas de pele, articulações e oculares. "Os animais que vivem no ambiente silvestre quando são infectados raramente desenvolvem a doença como os cães. Eles apenas albergam o protozoário", informou Rafael Ramos, professor do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE). Outros animais como timbu, cachorro-do-mato e roedores.


"A gente suspeita da doença, geralmente são as unhas grandes, feridas na ponta das orelhas, e em algumas partes do corpo e também uma magreza diferente. São alguns dos sintomas que levam a gente a fazer o teste de leishmaniose neles", conta a presidenta da Ong União em Defesa e Respeito a Vida Animal (Uderva), Roberta Flavia Ramos,. Na instituição, que fica em Caruaru, 65 animais estão disponíveis para a adoção e cinco deles têm diagnóstico positivo para Leishmaniose Visceral Canina.


Não existe cura definitiva, mas o tratamento melhora clinicamente o animal. A droga atualmente utilizada reduz a carga parasitária, mas reincidências podem ocorrer e os problemas de pele e oculares voltarem com o tempo.


FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.



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