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Marcelo Bruto / Reprodução do G1.
O secretário executivo de
Parcerias e Estratégias da Secretaria de Planejamento de Pernambuco, Marcelo
Bruto, participou nesta terça-feira (17) de uma entrevista e falou sobre a possibilidade de privatização de rodovias
estaduais.
"Para que a gente possa dar
um salto nessa estrutura, é importante que a gente possa combinar investimentos
públicos e também investimentos privados, o último através de concessão de
rodovia. Estamos fazendo essa atualização das regularizações para que
Pernambuco possa atrair esses investimentos privados", disse.
Marcelo Bruto não descartou a
implantação de mais pedágios e pediu a participação popular no debate.
"É importante que a gente possa contar com o apoio da sociedade quando a gente abrir as reuniões públicas. Como mencionei, umas das coisas que podem acontecer é a locação da praça de pedágio. Não quer dizer que todo mundo que use a rodovia terá que passar pelo pedágio. O pedágio sempre busca ser colocado no lugar mais justo possível. Devem posicionar esses pedágios em uma malha rodoviária mais robusta", comentou o secretário executivo.
O que é pedágio?
Pedágio é um
direito de passagem, em que um veículo pode atravessar para outra região por
meio do pagamento de uma tarifa. No local, existem cabines para fazer a
cobrança — geralmente, feita somente por dinheiro —, e só o motorista que pagar
o valor estipulado poderá continuar a viagem.
Esse serviço não existe em todas
as estradas ou rodovias brasileiras e se concentra principalmente nas vias
interestaduais. A cobrança de pedágios é uma forma de arrecadação de recursos
para manutenção das estradas e oferta de serviços.
Mas ao contrário do que muitas
pessoas pensam, o pedágio não é administrado pelo poder público, mas sim por
empresas privadas — concessionárias que participam de processos de privatização
realizados pelo governo. Este geralmente funciona apenas como intermediário, a
fim de garantir a lisura e a qualidade da prestação do serviço à população.
Assim, o dinheiro arrecadado nas catracas pertence a essas empresas, não aos
cofres públicos.
FONTE: G1/MOVEMAIS.