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É FAKE! / Reprodução do G1.
Circula nas redes sociais um vídeo que mostra o assassinato de uma mulher numa espécie de "tribunal" no meio da rua, sob o olhar de várias pessoas. Legendas que o acompanham dizem que se trata de uma execução feita pelo Talibã momentos depois de o grupo extremista retomar o poder no Afeganistão. É #FAKE.
O vídeo é antigo. Uma busca reversa das imagens mostra que ele foi publicado em janeiro de 2015. Segundo os relatos da mídia profissional e da ONG Middle East Media Research Institute (MEMRI), a mulher foi morta sob acusação de prostituição e adultério na Síria.
O texto falso que circula nas redes, além de afirmar que o fato ocorreu no Afeganistão, diz que a mulher foi morta por talibãs por usar sandálias e não estar com o rosto devidamente coberto.
De acordo com o Independent, porém, o vídeo que mostra a execução pública foi filmado em um telefone celular por um integrante da Frente Nusra, afiliada da Al-Qaeda. A cidade é apontada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos como Idlib.
Embora o vídeo que circula em redes sociais seja antigo e feito na Síria, execuções de mulheres por integrantes do Talibã no Afeganistão não são raras. O India Today relata que o Talibã matou uma mulher por usar roupas justas na província de Balkh, no Afeganistão, em agosto, por exemplo, dias antes da tomada de poder no país.
A chegada do Talibã a Cabul, capital do Afeganistão, despertou medo nos cidadãos, principalmente nas mulheres.
O Talibã retomou o poder no Afeganistão após chegar à capital Cabul. O presidente fugiu e o palácio presidencial foi tomado no domingo (15). O grupo extremista volta ao comando 20 anos após ser derrotado e expulso pelos EUA.
Em 2001, os norte-americanos agiram contra o Talibã em reação aos ataques de 11 de setembro, se juntando à Aliança do Norte, uma organização desenvolvida pelo Afeganistão para unir a população.
FONTE: G1.