
O
Ministério da Economia aderiu, hoje (19), ao Pacto Nacional pela
Primeira Infância, uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
que visa reduzir a vulnerabilidade social e garantir os direitos das
crianças de zero a seis anos. O ato foi firmado em 25 de junho de 2019
entre o CNJ e diversos atores que integram a rede de proteção à infância
no Brasil e tem recebido mais adesões desde então.
“Uma nação é
muito mais que só um compromisso entre os contemporâneos. Nós estamos
sempre conversando com os governadores sobre finanças, orçamento,
produtividade, como a educação pode melhorar a produtividade e salários
do trabalhador, mas temos que ter em mente um compromisso muito maior,
que é o compromisso com as futuras gerações”, disse o ministro da
Economia, Paulo Guedes.
A adesão da pasta aconteceu durante
solenidade virtual de abertura do Seminário do Pacto Nacional pela
Primeira Infância da Região Sul. O encontro tem o objetivo de promover o
diálogo entre os responsáveis pela atenção à primeira infância nos
estados da região e é ação integrante de um projeto coordenado pelo CNJ e
financiado com recursos do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD),
do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Esta edição
completa o ciclo de seminários realizados nas cinco regiões do Brasil,
que já alcançou a adesão ao pacto de 197 instituições do poder público,
da sociedade civil organizada e do setor empresarial. No Sul, mais de 50
entidades regionais assumiram o compromisso, bem como, no âmbito
nacional, o Ministério da Economia, a Procuradoria-Geral do Trabalho e a
Associação Brasileira de Psiquiatria.
De acordo com Guedes, é
tradição da literatura econômica mais avançada demonstrar que os
investimentos mais rentáveis que uma sociedade pode fazer são os
investimentos no desenvolvimento de infantil, “promovendo justamente o
melhor ambiente cognitivo, social, de afeto e de proteção nesses
primeiros seis anos, que é de formação do indivíduo”.
Segundo o
ministro, além da adesão da pasta ao pacto, também foi assinado pelo
presidente Jair Bolsonaro, nesta semana, um decreto que institui a
Agenda Transversal e Multissetorial da Primeira Infância, que prevê um
conjunto de ações governamentais que devem ser implementadas por meio de
políticas públicas articuladas e de forma integrada pelos órgãos
federais responsáveis ou em parceria com a sociedade civil.
Dessa
forma, segundo o Ministério da Economia, o decreto regulamenta artigos
do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de 1990 e do Marco Legal
da Primeira Infância, e viabiliza a priorização da agenda da primeira
infância prevista no Plano Plurianual da União (PPA) 2020-2023. Segundo,
Guedes, a agenda também será prioridade na Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) de 2022.
Desde 2016, o Brasil tem em sua
legislação o Marco Legal da Primeira Infância, um conjunto de princípios
e diretrizes legais que garantem o atendimento às necessidades e
peculiaridades do desenvolvimento de crianças até os seis anos de idade.
“Apesar de parecer óbvio, sabemos que ainda temos muito a avançar para
que a criança seja de fato reconhecida como cidadão”, disse o presidente
do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, Luiz Fux, durante abertura
do seminário.
Segundo ele, a razão para o estabelecimento do
pacto é a congregação de diversos atores com o objetivo de fortalecerem
sua atuação por meio do acesso às estratégias do marco legal.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR