
Lançado
no ano passado como uma das medidas de enfrentamento à crise econômica
gerada pela pandemia da Covid-19, o Programa Emergencial de Manutenção
do Emprego e da Renda (BEm) chega ao fim nesta quarta-feira (25). A
partir desta data, as empresas devem encerrar os acordos de redução de
jornada e salário ou de suspensão de contratos de trabalho.
No
entanto, o programa poderá ser prorrogado a critério do governo federal,
de acordo com as condições orçamentárias, mas para isso, a medida
precisa ser aprovada no Congresso. O texto substitutivo da MP, do
deputado Christino Aureo (PP-RJ), já foi aprovado pela Câmara dos
Deputados e remetido ao Senado, onde ainda será analisado. A versão
aprovada também permite que o BEm seja reeditado em futuras situações de
emergência de saúde pública ou de estado de calamidade.
De
acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência, a estimativa é que o
programa tenha beneficiado cerca de 10 milhões de trabalhadores em
acordos que tiveram a adesão de quase 1,5 milhão de empresas. Neste ano,
desde quando foi relançado em abril, até o dia 17 de agosto, mais de
2,5 milhões de trabalhadores obtiveram a garantia provisória de emprego
mediante acordo com 632,9 mil empregadores.
O programa previa a
redução de salários ou a suspensão dos contratos nos mesmos moldes de
2020. Os acordos individuais entre patrões e empregados poderiam ser de
redução de jornada de trabalho e salário nos percentuais de 25%, 50% ou
70%.
Como contrapartida, o governo pagou mensalmente ao
trabalhador o Benefício Emergencial, que corresponde a uma porcentagem
da parcela do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse
demitido. O benefício foi pago com recursos do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT).
FONTE: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR