
Vacinação / Reprodução do google.
O Governo
de Pernambuco decidiu nesta quinta-feira (26) que a aplicação da terceira dose
da vacina contra a Covid-19 para as
pessoas com imunossupressão e de idosos a partir dos 70 anos tem início no dia
15 de setembro. A decisão foi tomada por meio da Comissão Intergestores Bipartite
(CIB-PE), espaço de pactuação que reúne Estado e os municípios pernambucanos, e
do Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a
Covid-19.
Seguindo recomendação do
Ministério da Saúde, os indivíduos imunossuprimidos deverão fazer o reforço
vacinal a partir do 28º dia após a segunda dose. Já os idosos devem fazer seis
meses após a segunda. A imunização deve ser feita, prioritariamente, com o
imunizante da Pfizer. De maneira alternativa, também pode ser usada a vacina de
vetor viral da Janssen ou da AstraZeneca.
O objetivo da dose de reforço é
ampliar a resposta imune do organismo no público considerado mais suscetível à
doença, evitando a morbimortalidade. Isso porque, de acordo com o
Ministério da Saúde, a proteção dada pela vacina pode decair ao longo dos
meses, sendo necessário ampliar essa resposta imune. O governo estadual
explicou que as doses que serão enviadas pela pasta serão específicas para essa
estratégia e a ação é paralela à vacinação de primeira e segunda doses.
"Acreditamos que, com a
continuidade do esquema em toda a população acima de 18 anos, garantindo a
segunda dose para todos, garantindo a extensão dos adolescentes, essa outra
orientação irá somar e, assim, será um caminho para controlar a pandemia",
reforçou o pediatra Eduardo Fonseca, representante regional da Sociedade
Brasileira de Imunizações (Sbim) e membro do Comitê Estadual para
Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19.
A princípio, o Governo Federal
divulgou que idosos e pessoas com dificuldades no sistema imunológico
devem receber a terceira dose. Entretanto, Longo destacou que a aplicação da
dose de reforço deve ser ampliada para toda a população. "Isso será
inevitável. E é natural que se faça isso de forma decrescente, por faixa
etária, e atendendo a públicos vulneráveis e de maior importância dentro do
contexto pandêmico", disse.
Segunda dose:
O Ministério da Saúde também
informou que, a partir de setembro, reduzirá o intervalo entre a primeira e
segunda dose das vacinas da Pfizer e Astrazeneca para a partir de oito semanas
(60 dias), ao invés de 12 semanas (90 dias). O Estado já havia pactuado a
possibilidade da segunda dose da Astrazeneca ser feita a partir de 60 dias a
depender de estoque de dose 2 nos municípios.
"Desde o início, nós estamos trabalhando para fazer a entrega das vacinas de forma equânime entre os municípios. Trabalhamos assim nos envios dos grupos prioritários e atuamos para corrigir, junto ao Ministério da Saúde, as estimativas populacionais dos adultos entre 18 e 59 anos. Agora, com essa nova forma de distribuição, vamos conseguir ser mais justos e pagaremos as doses aos municípios que tiveram atualização na estimativa populacional, permitindo que todos avancem de forma igualitária nesta campanha", disse a superintendente de Imunizações da SES-PE, Ana Catarina de Melo.
FONTE: NE10.