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É FAKE! / Reprodução do G1.
Circula em redes sociais uma
mensagem que mostra uma tabela com os nomes das variantes do vírus Sars-CoV-2 e
um calendário que estabelece as respectivas datas de divulgação delas. A figura
circula junto à alegação de que o cronograma foi feito pela Organização Mundial
da Saúde (OMS) e outras entidades com objetivo de tornar a vacinação periódica
e intoxicar as pessoas com grafeno para rastreá-las pelo 5G. É #FAKE.
O g1 mostrou a tabela para a OMS, que afirma que a imagem é totalmente falsa. Segundo a entidade, está claro em seu site (que pode ser acessado pelo link) como é feito o rastreamento de variantes do Sars-Cov -2.
"Todos os vírus, incluindo o Sars-Cov-2, o vírus que causa a Covid-19, mudam com o tempo", diz a OMS. "Para auxiliar nas discussões públicas de variantes, a OMS reuniu um grupo de cientistas do Grupo de Trabalho de Evolução do Vírus da OMS, a rede de laboratórios de referência Covid-19 da OMS, representantes de plataformas como GISAID, Nextstrain, Pango e especialistas adicionais em virologia, nomenclatura microbiana e comunicação de vários países e agências", afirma.
O grupo de especialistas convocado pela OMS recomendou o uso de letras do alfabeto grego. As escolhas levam em conta rótulos fáceis de pronunciar e que não sejam estigmatizantes.
A médica, imunologista e ex-diretora do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP) Ester Sabino, integrante da equipe que sequenciou o genoma do conoravírus no Brasil no início da pandemia, já explicou ao Fato ou Fake que a classificação das variantes é feita por sequenciamento e usa a mesma lógica usada para classificar e nomear espécies. Esta técnica se chama análise filogenética.
Os nomes científicos continuam a existir, porque fornecem dados úteis aos especialistas, mas a OMS não usa esses nomes em sua comunicação diária.
Um outro detalhe que denota a falsidade do cronograma é que as datas nem sequer batem. A variante zeta, que foi detectada no Brasil em outubro de 2020, aparece na tabela com a data "agosto de 2021". A variante delta, que foi sequenciada na Índia também em outubro do ano passado, aparece na imagem falsa com a data "junho de 2021". Além disso, as variantes lambda e mu, que aparecem com as datas de divulgação "janeiro e fevereiro de 2022", por exemplo, já são monitoradas pela OMS e foram, inclusive, classificadas pela entidade.
Outras duas organizações que aparecem com o logo na imagem falsa (o Fórum Econômico Mundial e a Fundação Bill e Melinda Gates) também negam terem feito tal cronograma.
O boato já foi checado por diversas agências ao redor do mundo, como AFP, India Today, Observador, Agência Lupa e Chequeado.
Sobre as outras alegações na mensagem viral, o Fato ou Fake já demonstrou que não existe grafeno em vacinas e desmentiu que os imunizantes têm conexão com redes 5G,
FONTE: G1.