
Por Andréa Galvão
Muitos o conheciam como o artista afamado e com um dom especial, presenteado por Deus que arrebatava multidões em seus shows. Eu o conheci, menino! Vizinho e colega de escola durante muito tempo. A minha sala de aula vivia sempre animada com sua presença, sentado ao final do recinto. Já naquela época... Cantava com uma afinação admirável .
Certa feita, fomos surpreendidos por ele, reproduzindo com muita destreza uma das músicas mais tocadas em todas as rádios do Brasil nos anos 80. O hit era Kátia Flávia de Fausto Fawcett , o mesmo liderava todas as paradas e foi executado por Cláudio Espíndola, ou simplesmente Claudinho, arrancando de todos nós aplausos e elogios.
Nesta ocasião até as batidas dos instrumentos ele fazia com a boca, à medida que cantava a capella! Professores deslumbrados com um talento que ali brotava e que a meninada começou a explorar. Titãs, Kid Abelha, Capital Inicial, eram algumas das bandas que o nosso amigo fazia questão de homenagear, cantando no recreio para o seleto e humilde público da Escola João XXIII a qual frequentei por oito longos anos. Lá fui extremamente feliz e Claudinho também, tenho certeza!
Eu e todos os pesqueirenses fomos surpreendidos por esta súbita partida a qual nos deixou extremamente consternados. Torçamos para que a beleza da arte que fez dele grande por aqui se assemelhe com sua nova estada no plano eterno, eternas também serão as lembranças que habitarão o coração e a memória dos que conviveram com o cantor e amigo, Claudinho Espíndola! Fica agora com Deus.