Publicada em 11/11/2021 às 09h27.
Cirurgia bariátrica auxilia no tratamento da depressão
A obesidade é uma doença crônica que atinge bilhões de pessoas em todo o mundo.


Sobrepeso atinge boa parte da população / Reprodução do google.


A obesidade é uma doença crônica que atinge bilhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, os dados são preocupantes: em 16 anos, o número de pessoas obesas entre os jovens adultos mais do que dobrou, passando de 12,2% da população para 26,8%. No total, 60% dos brasileiros estão com sobrepeso, incluindo os grupos com excesso de peso e os obesos. A doença não tem cura, mas existem opções para o seu controle, passando por mudanças de hábitos de vida, como a prática de exercícios regulares, alimentação saudável e o uso de medicações. Caso não seja controlada, a cirurgia bariátrica é indicada para ajudar no combate da enfermidade.

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é o excesso de gordura corporal, em quantidade que apresenta prejuízos à saúde. Uma pessoa é considerada obesa quando o Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a 30kg/m2. A faixa normal varia entre 18,5 e 24,9kg/,2. Entre as suas causas, existe o fator hereditário que pode deixar o paciente mais propenso a desenvolver obesidade, porém hábitos alimentares e comportamentais possuem mais relevância no surgimento da doença.

 

Para o coordenador do Núcleo de Cirurgia e Obesidade do Hospital Jayme da Fonte e cirurgião do aparelho digestivo, Sérvio Fidney, o combate à obesidade é importante para que outras enfermidades sejam evitadas. “A doença possui uma relação com várias outras, como a hipertensão, diabetes, infarto, AVC, apneia do sono, dores nas articulações, além de aumentar o risco para diversos tipos de câncer”, explicou. A primeira opção de tratamento é a mudança nos hábitos de vida, com dietas adequadas e a prática regular de exercícios físicos. Outras patologias que possam contribuir com a obesidade, como depressão, ansiedade e doenças da tireoide, também precisam ser tratadas, mas nesse caso, com o uso de medicamentos.

 

Caso o paciente apresente o IMC acima de 35, sofra com outras comorbidades e não consiga emagrecer apenas com dietas e atividade física, a cirurgia bariátrica pode ser indicada.  Com o IMC acima de 40, não é necessária a presença de outras comorbidades para a realização do procedimento. Para a intervenção, é necessário um parecer cardiológico e do endocrinologista, acompanhamento nutricional e do psicólogo, que comprovem a falha do tratamento clínico em um período de dois anos. Os exames são necessários para manter a segurança do paciente, além da escolha correta do procedimento e a técnica que será utilizada.

 

As técnicas mais comuns são: a gastrectomia vertical (sleeve) e a gastroplastia com derivação jejunal (bypass gástrico). A cirurgia pode ser realizada na forma tradicional ou por vídeo. “A cirurgia por vídeo é mais indicada por causar um menor trauma cirúrgico, apresentar menos complicações e dores no pós-operatório. A indicação deve ser individualizada e discutida com seu médico”, contou Sérvio Fidney.

 

Após o procedimento, o paciente poderá retornar às suas atividades habituais em até 15 dias, mas será necessário continuar com o acompanhamento com a equipe multidisciplinar por um longo tempo. Nas consultas, serão fornecidas orientações de progressão gradual da dieta, serão prescritos suplementos vitamínicos e nutricionais, além da realização de exames.

 

Porém, o médico alerta que apenas a cirurgia não garante que a doença esteja controlada. “A cirurgia não é mágica. É uma forte ferramenta no combate da obesidade, mas é necessário o empenho do paciente e adoção de hábitos de vida mais saudáveis. Até 30% dos pacientes podem ganhar peso após a cirurgia, mas dificilmente retornam ao peso anterior. E os que retornam ao peso anterior levam cerca de 10 anos”, finalizou o cirurgião do aparelho digestivo, Sérvio Fidney.

 

O Hospital Jayme da Fonte oferece uma estrutura para a realização da cirurgia bariátrica, com centro de diagnóstico moderno, UTI totalmente equipada, médicos plantonistas, além de apresentar baixíssimas taxas de infecção hospitalar. O procedimento também pode ser realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de possuir a cobertura de todos os planos de saúde.


FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.



 

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