Publicada em 19/11/2021 às 07h59.
Golpe das nudes: criminosos faturam R$ 2 milhões chantageando homens pela internet
As autoridades apreenderam um carro, documentos, celulares e aproximadamente R$ 60 mil em espécie.


Foto: Divulgação/Polícia Civil


As policias civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina prenderam 10 pessoas acusadas de praticar crimes de "sextorsão", o chamado "golpe das nudes". As prisões ocorreram na quarta-feira (18/11), como parte da Operação Imagem Revelada. As autoridades apreenderam um carro, documentos, celulares e aproximadamente R$ 60 mil em espécie.  


De acordo com a investigação, os suspeitos criavam perfis em redes sociais com fotos sensuais de mulheres. Eles entravam em contato com homens, com foco nos que aparentavam alto poder aquisitivo, e passavam a mandar mensagens eróticas e fotos sensuais falsas. 


Após as conversas, os criminosos passam a extorquir a vítima, alegando que a menina é adolescente e que o homem teria praticado um crime. Diante das ameaças de que o caso será levado ao conhecimento da polícia, os criminosos exigem determinada quantia em dinheiro para “abafar o caso”.


Todo um teatro é organizado, algumas pessoas atuam como falsos pais da adolescente, outros como falsos advogados da família, tudo para fazer com que a vítima pague dinheiro para realização de um suposto acordo.


Para dar mais credibilidade ao caso e causar pânico nas vítimas, os criminosos chegam a montar delegacias de polícia falsas, onde fazem imagens simulando a tramitação de investigações e até a expedição de mandados de prisão falsos. Ao todo o grupo aplicou o golpe em mais de 30 vítimas no estado de Santa Catarina, com um prejuízo estimado de R$ 2 milhões.


A operação

O inquérito policial foi instaurado a partir da notícia de que uma vítima teria depositado cerca de R$ 70 mil para os criminosos. O nome “Imagem Revelada” ocorreu porque a investigação conseguiu descobrir que os perfis das garotas com fotos sensuais eram, na verdade, administrados por vários criminosos, alguns deles de dentro da própria cadeia.


A investigação foi capitaneada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Divisão de Investigação Criminal (Dic/PCSC) de São Bento do Sul, e passou a contar com o apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, através da Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCID/Deic).


Durante as investigações foi revelado que a organização criminosa tinha lucros milionários, chegando a extorquir mais de 250 mil reais de uma única vítima.Os valores detalhados, só serão confirmados após a conclusão da análise da movimentação financeira dos suspeitos e de ‘laranjas’ ligados aos investigados.



FONTE: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

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