
O Governo de
Pernambuco publicou na última sexta-feira um chamamento público para que
todos os bancos possam participar da concorrência para fazer um
empréstimo ao Estado de Pernambuco no montante de R$ 700 milhões. O
valor é destinado a investimentos do Estado em infraestrutura e faz
parte do Plano Retomada, que prevê uma série de intervenções econômicas
em todas as regiões pernambucanas.
O edital de chamamento faz
parte da segunda captação, dentro de um plano de governo com quatro
operações de crédito. Serão captados R$ 1,4 bilhão entre bancos privados
e públicos. “São R$ 5 bilhões de investimento público dentro do Estado,
a primeira parte com R$ 3,6 bilhões através de recursos próprios. E
mais R$ 1,4 bilhão por captação de recursos, operações de crédito,
complementando o plano de investimento”, afirmou o secretário da Fazenda
de Pernambuco, Décio Padilha.
Neste chamamento de R$ 700
milhões, podem concorrer bancos privados, além dos públicos, o que é uma
ação inédita no Estado, como conta o secretário da Fazenda. “É um
edital que permite a participação de banco privado. É pioneiro. O tempo
médio será de cinco a seis meses para concluir, depois disso, nós
teremos mais duas operações. Todas devem ser destinadas pela regra de
ouro para investimento em infraestrutura, obra hídrica, saúde, educação,
mobilidade, entre outros setores”, disse Décio.
A primeira captação já foi feita com o Banco do Brasil no valor de R$ 88 milhões para restauração de rodovias estaduais.
Controle nas contas
O
ajuste fiscal realizado pelo Estado cortou R$ 1,45 bilhão em despesa de
custeio, reduziu 10% de benefícios fiscais e otimizou a receita do
ICMS, trazendo um equilíbrio fiscal materializado nos relatórios
resumidos de execução orçamentária com superávit de R$ 3,3 bilhões.
A
ação garantiu a Pernambuco atingir o menor nível de endividamento nos
últimos 30 anos, com apenas 31% de taxa de comprometimento perante a
receita corrente líquida, quando a lei de responsabilidade fiscal prevê o
limite de até 200%.
De acordo com Padilha, os recursos são
possíveis por conta deste processo realizado. “Está tudo dentro do
contexto do ajuste fiscal, do Plano Retomada e também do Plano de
Captação. Fizemos o ajuste fiscal, cortando despesas no montante de R$ 1
bilhão no funcionamento da máquina pública, e otimizamos a receita do
ICMS, para atingir o equilíbrio fiscal dinâmico”, afirmou.
Capacidade de alavancagem
Pernambuco
está agora entre os menores endividamentos do País, passando a ter uma
capacidade de alavancagem para investir enorme nos próximos cinco anos.
Com
o ajuste fiscal, as operações voltam a ser realizadas por conta da
melhoria dos índices de liquidez, poupança corrente e endividamento. A
medida fez o Estado chegar num patamar que trouxe a melhoria do risco do
estado, passando de Capag C para Capag B.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR