Publicada em 22/11/2021 às 10h59.
É #FAKE que Lula recebe aposentadoria de R$ 35 mil como anistiado político
Valor, na verdade, é 3,5 vezes menor do que consta em postagem que circula nas redes sociais; extrato é falso.


É FAKE! / Reprodução do g1.


Circula pelas redes sociais um extrato de aposentadoria atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o valor mensal de R$ 35.065,88 em 2017. Ele é #FAKE.


A assessoria de Lula confirma que o ganho mensal do ex-presidente como anistiado político não é o mostrado na imagem. O ex-presidente recebia R$ 8.902.04 em 2017, ano em que houve também "acumulação do pagamento de alguns meses por uma questão burocrática". Atualmente, o benefício é de R$ 10.354,12.


Em 2008, o total recebido por Lula era de R$ 4.890,95. O valor consta de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) solicitando que a Previdência Social bloqueasse em seu site o acesso a dados sigilosos dos beneficiários do INSS. A consulta pelo benefício do então presidente foi usada como exemplo do vazamento das informações que deviam ser sigilosas. Caso fosse corrigido pela inflação, o valor do benefício atualmente seria de R$ 10.239,75, bem abaixo do apresentado na postagem com conteúdo falso.


Em 2017, os advogados do petista protocolaram uma petição dirigida à 10ª Vara Federal em Brasília com informações sobre os rendimentos do político, informando que a renda mensal dele era formada por uma aposentadoria, no valor aproximado de R$ 6 mil, e de R$ 25 mil por mês da empresa L.I.L.S. Palestras.


Outra informação que comprova que o extrato não é verdadeiro é o fato de constar o pagamento de R$ 8 mil de Imposto de Renda. A lei que regulamenta valores pagos a título de indenização a anistiados políticos, porém, define que eles são isentos deste desconto.


Lula recebe a aposentadoria desde 1993. O valor foi aprovado porque o petista perdeu direitos sindicais e foi destituído do cargo de presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP) durante a Ditadura Militar. Em 2009, o MPF atestou que o benefício era legal, após um questionamento na Justiça do então deputado estadual Eliseu Gabriel da Silva Junior (PSDB-SP).


FONTE: G1.



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