Publicada em 30/11/2021 às 08h52.
Homem de 63 anos, funcionário da prefeitura de Belo Horizonte, foi espancado até a morte; três suspeitos foram presos
A morte aconteceu em 17 de setembro, na Vila Andiroba, Região Norte de Belo Horizonte.

Polícia Civil de Minas Gerais - Foto: Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais explicou, nesta segunda-feira (29), a trágica história de um idoso de 63 anos que acabou assassinado de forma brutal após uma falsa acusação de pedofilia. A morte aconteceu em 17 de setembro, na Vila Andiroba, Região Norte de Belo Horizonte.

O homem, que era funcionário da prefeitura de Belo Horizonte, foi espancado até a morte. Três suspeitos, com idades de 24, 26 e 37 anos, acabaram presos.

Em entrevista ao jornal Estado de Minas, a delegada Mônica Pérpetua Carlos afirmou que, inicialmente, existia uma suspeita sobre a motivação do crime, e ela estaria relacionada a um possível ato de pedofilia. As investigações, no entanto, apontaram que a vítima tinha urinado em via pública, e uma mulher de um gerente do tráfico na região, de 28 anos, ficou indignada e exigiu a morte do homem. Ela alegava que ele teria agido de forma insinuante para crianças do bairro, o que configuraria crime de pedofilia.

A partir da exigência da mulher, o gerente do tráfico ordenou a morte do idoso. Depois de descobrirem que a mulher havia mentido sobre a vítima, os traficantes locais a expulsaram do bairro. A mulher, que também foi indiciada pelo crime, está foragida.

Ainda segundo a delegada, o idoso era uma pessoa pacata, conhecida na região como “Vô”. Os três suspeitos presos são investigados por outros homicídios e têm antecedentes criminais. Eles serão indiciados por homicídio qualificado.


FONTE: FOLHAPE.COM.BR
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