Publicada em 06/12/2021 às 08h49.
Consumo exagerado de alimentos ultraprocessados prejudica a saúde do fígado
O fígado é um órgão imunológico que faz uma limpeza de poluentes no organismo.


Alimentos ultraprocessados / Reprodução do google.


O consumo de produtos alimentícios industrializados cresce a cada ano em todo mundo. No Brasil, os ultraprocessados estiveram mais presentes no cardápio das pessoas no início da pandemia.  O consumo desses produtos, aumentou de 9%, em outubro de 2019, para 16%, em junho de 2020, na faixa etária de 45 a 55 anos, por exemplo (Fonte: IDEC).


Uma das grandes consequências disso é o surgimento de uma doença silenciosa, mas que tem uma evolução natural: esteatose hepática. O fígado é um órgão imunológico no qual o seu sangue entra em contato com células capazes de realizar uma limpeza do excesso de poluentes, metais pesados e outras substâncias que penetram em nosso organismo. De fato, este órgão é capaz de eliminar toxinas prejudiciais à sua saúde. Além disso, existem muitas outras funções, como a produção de proteínas sanguíneas, colesterol e a metabolização de medicamentos.


Sendo assim, é preciso um cuidado especial e hábitos bem direcionados para que a saúde deste órgão esteja conservada. A esteatose hepática atinge boa parcela da população (23 % de adultos americanos - National Health and Nutrition Examination Survey). Este problema consiste no acúmulo de gordura nas células do fígado, o que eleva a produção de citocinas inflamatórias com aumento da oxidação local por radicais livres. As maiores causas são o uso excessivo de açúcar refinado e gordura saturada. O açúcar a mais é convertido em gordura, depositado nas células. Este problema cresce ao lado de outra doença muito conhecida: obesidade. Adicionados as causas temos o sono de baixa qualidade e problemas intestinais, que levam a absorção aumentada destes nutrientes piorando a doença como um todo. Tudo isso aumenta ainda o fator de risco para outras doenças metabólicas como o diabetes mellitus.


Mesmo assim, esse problema é negligenciado por grande parte da população, mas a longo prazo isso pode ser bem mais sério, pois a sua evolução natural é a cirrose e câncer hepático. A melhor maneira de se combater a esteatose hepática é com uma alimentação bastante equilibrada, associada a exercício físico, além dos cuidados com sono e controle do estresse.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), milhões de mortes poderiam ser evitadas todos os anos, ao redor do mundo, se a população fosse mais ativa. A atividade física regular pode prevenir doenças cardíacas, diabetes e câncer, reduzir os sintomas de depressão, ansiedade e estresse. Para o Profissional de Educação Física, Edgar Guadagnano, 2022 deve ser o ano da virada de chave na mentalidade das pessoas que estão saindo do sedentarismo. 


“A pandemia despertou o gatilho do medo na população mundial e isso fez com que todos se preocupassem mais com a saúde. Após várias evidências mostrando a importância do exercício físico para melhora da imunidade, ansiedade e estresse é percebido um aumento da quantidade de pessoas que buscam atividades físicas, é fácil notar o quanto os parques públicos estão mais cheios, academias e principalmente ambientes abertos como boxes de crosstreino e Beach tênis. Acredito que 2022 vai ser de fato o ano da virada de chave na mentalidade de quem está saindo do sedentarismo, antes o principal objetivo era melhorar esteticamente, hoje é ser mais saudável e viver melhor”, afirma Edgar.


FONTE: FOLHA E PERNAMBUCO.

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