Audiência de instrução / Reprodução do Diário de Pernambuco.
Nesta terça-feira (14), Jairo
Souza dos Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros se viram pela
primeira vez desde que foram presos durante à segunda audiência de instrução e
julgamento do caso Henry Borel. Os dois são acusados de matar a criança de
quatro anos em março de 2021.
O ex-vereador Jairinho foi o primeiro a chegar no local. Quando Monique chegou, não olhou na direção dele e permaneceu em silêncio. Eles estavam sentados em fileiras diferentes do banco dos réus.
Essa fase do julgamento
começou no dia 6 de outubro, com mais de 14 horas de depoimentos, onde foram
ouvidas dez testemunhas de acusação. Jairinho participou da etapa por
videoconferência no Complexo de Gericinó.
Nesta semana, no entanto,
serão pelo menos dois dias de sessão e ao todo 28 pessoas serão ouvidas.
Jairinho foi denunciado por
homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, tortura e impossibilidade de
defesa da vítima), com aumento de pena por se tratar de menor de 14 anos,
tortura e coação de testemunha. Monique foi denunciada por homicídio
triplamente qualificado na forma omissiva imprópria, com aumento de pena por se
tratar de menor de 14 anos, tortura omissiva, falsidade ideológica e coação de
testemunha.
Para quem não lembra do caso,
Monique e Jairinho estão presos desde o dia 8 de abril deste ano. O Ministério
Público diz que Henry, que tinha 4 anos na época, foi espancado até a morte por
Jairinho e que a mãe sabia o que estava ocorrendo.
A criança tinha passado o fim de semana com o pai, o engenheiro Leniel Borel, e
foi deixado na casa da mãe, Monique Medeiros, no domingo (7) por volta das 19h.
Em mensagens trocadas com o pai da criança, Monique disse que estava apreensiva
pelo choro do filho na hora de voltar para casa.
De acordo com a versão do
padrasto e da mãe, Henry dormiu no quarto do casal enquanto eles assistiam a
uma série na TV e que acabaram por dormir. Durante a madrugada, Monique teria
acordado e encontrado a criança caída da cama com os olhos revirados e sem
respirar. Segundo Monique, ela acreditava que o filho tivesse caído da cama.
O laudo aponta 23 lesões pelo
corpo incluindo perfurações nos rins e fígado de Henry. Eles chegaram a levar
Henry para o hospital, mas ele chegou ao local sem vida.
Pouco mais de 20 dias antes da
morte de Henry, a babá da criança avisou Monique, por mensagens, que o menino
estava sendo agredido pelo padrasto. Ela estava no salão de beleza e só chegou
em casa três horas depois.
Após ser presa, Monique escreveu uma carta da prisão dizendo que o relacionamento com Jairinho era abusivo. Disse que ele era ciumento e agressivo e que chegou a mandar persegui-la e a enforcá-la enquanto dormia.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.