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A Meta, empresa controladora do Facebook, anunciou nesta quinta-feira (16) que desativou cerca de 1.500 contas vinculadas a empresas cibermercenárias acusadas de espionar ativistas, dissidentes e jornalistas em todo o mundo.
As contas suspensas do
Facebook e Instagram foram vinculadas a sete empresas cujos serviços vão desde
o armazenamento de informações públicas ao uso de perfis falsos para conquistar
a confiança de suas vítimas e até mesmo espionagem digital através de ataques
de hackers.
A Meta revelou planos para
alertar cerca de 50.000 pessoas que poderiam ser alvos de espionagem em cerca
de 100 países por várias empresas, incluindo algumas sediadas em Israel, líder
na indústria de vigilância cibernética. A plataforma também desativou contas
relacionadas em outras plataformas Meta.
“Os cibermercenários
frequentemente afirmam que seus serviços visam apenas criminosos e
terroristas”, de acordo com um comunicado da Meta. Mas "os alvos são de
fato indiscriminados e incluem jornalistas, dissidentes e críticos de regimes
autoritários, famílias, membros da oposição e ativistas de direitos
humanos", afirma o texto.
As empresas que vendem
"serviços de inteligência na web" geralmente iniciam um processo de
vigilância coletando informações disponíveis por meio de fontes públicas, como
artigos de jornais e Wikipedia.
Assim, os cibermercenários criam contas falsas em várias redes sociais para coletar informações dos perfis e até mesmo participam de conversas e grupos para aprender mais sobre seus alvos, segundo pesquisadores da Meta.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.