
Pais de Beatriz caminham de Petrolina até o Recife / Reprodução das Redes Sociais.
Segundo informações do Diário
de Pernambuco, o governador Paulo Câmara afirmou que irá receber, na manhã da
próxima terça-feira (21), a família da menina Beatriz Mota, assassinada há seis
anos em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Porém Lucinha Mota, mãe da criança,
afirmou à equipe da Nova Mais que não foi informada desta recepção.
No anúncio divulgado,
a família teria sido contatada pelo gabinete do governador, que informou a data
da audiência, mas eles não receberam ligação e nem mensagem a respeito.
Os pais de Beatriz, Lucinha e
Romildo, além de outras oito pessoas que fazem parte do grupo “Justiça por
Beatriz” estão em uma caminhada que saiu de Petrolina, no Sertão, com destino à
cidade do Recife, no Palácio do Campo das Princesas, com o intuito de serem
recebidos pelo Governador. O percurso é de 718 quilômetros, que está sendo
feito a pé.
O grupo saiu de Petrolina na
madrugada do dia 5 de Dezembro e a previsão de chegada à capital Pernambucana é
na próxima terça-feira (21). Durante as cidades em que passam, a equipe é
recebida por diversas pessoas que se solidarizam com a luta e providenciam
acompanhamento médico e apoio físico/moral aos integrantes do movimento “Caminhe
por Justiça”.
"Essa caminhada é a prova que não desistiremos da
busca incessante por justiça, pois estamos sedentos pela justiça e com fé, na
palavra de Jesus, em Mateus 5:6, seremos fartos.", escreveu Lucinha em seu
perfil no Instagram, junto com uma foto que a mostra ao lado do marido.
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Beatriz Angélica / Reprodução do google.
Na denúncia feita pelos pais, reunidas em um dossiê, fala sobre o perito e outros profissionais que que teriam atrapalhado as investigações.
E nesta segunda-feira (20), foi publicado no Diário Oficial do Estado a exoneração do perito, o que causou comoção e felicidade em Lucinha Mota, que está empenhada em conseguir Justiça contra todos que prejudicaram a investigação e claro, chegar nos culpados.
Entenda o caso:
Beatriz foi assassinada aos 7 anos de idade, com 42 facadas, dentro do colégio Maria Auxiliadora, um dos mais tradicionais colégios particulares de Petrolina, no dia 10 de Dezembro de 2015. O crime ocorreu dentro da quadra onde acontecia uma solenidade de formatura e a irmã dela era uma das formandas.
A última imagem que a polícia tem de Beatriz é dentro o colégio, às 21h59, quando a criança se afasta da mãe e vai até o bebedouro, que ficava localizado na parte inferior da quadra. Algum tempo depois, o corpo da criança foi encontrado atrás de um armário, dentro de uma sala de material esportivo que estava desativada.

Últimas imagens mostram Beatriz saindo para tomar água / Reprodução do google.
O caso mobilizou a
sociedade petrolinense e desde que o crime aconteceu, familiares e amigos da
menina cobram respostas e elucidação do caso das autoridades de segurança do
estado de Pernambuco através de protestos.
A perícia que investigava a morte de Beatriz Angélica Mota apontou que ao menos cinco pessoas estariam envolvidas no crime e que todas conheciam as dependências do colégio. De acordo com o delegado que conduzia as investigações, Marceone Ferreira, esses suspeitos mentiram ou caíram em contradição nos depoimentos.
No dia 10 de Dezembro de 2021 o crime completou seis anos sem elucidação e a família cobra por respostas.

Retrato falado do suspeito de matar Beatriz / Reprodução da Polícia Civil.