
Nicholas Latifi, piloto canadense da Williams - Foto: Antonin Vincent/AFP
O piloto canadense da Williams, Nicholas Latifi, denunciou, nesta terça-feira (21), que recebeu ameaças de morte por ter sofrido um acidente que ocasionou a entrada na pista do 'safety car' no Grande Prêmio de Abu Dhabi, o último da temporada de Fórmula 1, o que possibilitou o dramático título mundial do holandês Max Verstappen.
O acidente ocorreu a cinco voltas do final, quando o britânico Lewis Hamilton liderava com tranquilidade rumo ao oitavo título mundial, mas a entrada do safety car permitiu que Verstappen trocasse os pneus e se aproximasse do inglês para ultrapassá-lo na última volta.
A Mercedes apresentou um recurso (que acabou retirando) ao considerar que o título havia sido "roubado" de Hamilton, segundo o chefe da equipe alemã, Totto Wolf.
Latifi denunciou que, desde então, se tornou objeto de inúmeros insultos.
"Desde a bandeira quadriculada (símbolo do final da corrida), eu sabia que algo ia acontecer nas redes sociais", escreveu o piloto de 26 anos.
Latifi ficou chocado com "a gravidade dos insultos e ameaças de morte" que recebeu, mas acrescentou que deixará essa onda de "negatividade" passar.
A publicação de Latifi rendeu mensagens de suporte de milhares de fãs, equipes e colegas de grid.
O britânico George Russell, que competirá pela Mercedes em 2022, escreveu: "Muito respeito a você pela manifestação, Nicholas Latifi. Não há lugar para esse tipo de ódio em nosso mundo", publicou.
"Não toleramos qualquer forma de abuso nas redes sociais", escreveu a Ferrari.
A Red Bull publicou: "Estamos com você, Nicholas. Simplesmente não há lugar para esse ódio e nós o condenamos totalmente". Já a Mercedes, campeã de construtores da temporada, disse: "Fique forte, Nicholas Latifi. Estamos com você na luta contra o ódio e o abuso online".
FONTE: FOLHAPE.COM.BR