
Secretário de Defesa Social, Humberto Freire / Reprodução do google.
Seis anos após a morte de Beatriz Angélica, o caso segue sem resolução. A vítima foi encontrada com 42 marcas de facadas em um colégio particular de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, aos sete anos de idade. Sua mãe traça uma caminhada de mais de 700 km, de Petrolina ao Recife, em busca de respostas.
Era esperado que houvesse, na manhã desta terça-feira (21), um encontro entre Lúcia Mota, a mãe, e o governador de Pernambuco, Paulo Câmara. A reunião não ocorreu pela inconclusão da caminhada, que atualmente está passando pelo município de Pesqueira, no Agreste. Uma nova data para o encontro não foi definida.
Uma das principais motivações do compromisso é o desejo da família de Beatriz pela cooperação de uma empresa norte-americana na investigação do caso e na federalização do inquérito. Porém o secretário da Defesa Social, Humberto Freire, afirmou que não é possível aderir às exigências.
“As duas propostas não podem ser aceitas. Não nos cabe opinar sobre a federalização do caso, então não temos ou podemos opinar sobre isso. Já quanto à colaboração de um ente privado americano em uma investigação policial, não há respaldo na lei processual brasileira. Não podemos dar esse acesso a uma entidade privada”, explicou.
Suspeitos
Já sobre a busca por suspeitos do crime, o secretário evitou entrar em
detalhes. “A polícia não investiga pessoas, ela investiga fatos. Nesse contexto,
onde um trabalho foi desenvolvido, surgiram possíveis suspeitos e todas essas
linhas foram amplamente e exaustivamente exploradas. Temos ainda esses
suspeitos nos autos e prosseguimos tentando coletar elementos suficientes que
permitam indiciamento. Mas não vamos desistir desse caso e estamos não só
abertos a novas informações que possam nos ajudar a avançar, mas também as
buscando”, garantiu.
FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.