Publicada em 24/12/2021 às 09h28.
Ex-policial que matou jovem negro ao confundir arma com 'taser' é declarada culpada nos EUA
Kim Potter não esboçou reação quando a juíza Regina Chu leu o veredicto de culpabilidade na corte.


Cartaz pede justiça por Daunte Wright - Foto: Kerem Yucel/AFP


A ex-policial que matou um jovem negro nos Estados Unidos, ao confundir sua arma de fogo com uma pistola de choque - 'taser' -, foi declarada culpada, nesta quinta-feira (23), de homicídio involuntário. 


Kim Potter, de 49 anos e cor branca, foi denunciada pela promotoria por homicídio involuntário em primeiro e segundo graus pela morte de Daunte Wright, de 20 anos, no Brooklyn Center, um subúrbio de Minneapolis, Minnesota, em abril deste ano.


A ex-policial não esboçou reação quando a juíza Regina Chu leu o veredicto de culpabilidade na corte. Potter tinha se declarado inocente, alegando que os disparos ocorreram por acidente, após sacar por erro a arma de fogo ao invés do 'taser'.


Em um depoimento emocionado, a ré descreveu como uma ação que deveria ser um controle de trânsito de rotina se transformou em uma situação "caótica".


"Me lembro de ter gritado: 'taser, taser, taser', e não aconteceu nada. Depois, ele [Wright] me disse que eu tinha atirado nele", disse Potter ao cair no choro.


No domingo, 11 de abril de 2021, a então policial realizava uma ronda com um colega que decidiu buscar no sistema o motorista de um carro branco que havia cometido uma infração de trânsito menor.


Em seguida, ao descobrirem que o motorista tinha uma ordem de prisão contra si, os policiais decidiram prendê-lo.


Wright, que estava desarmado, resistiu a ser algemado e deu a partida em seu carro para tentar fugir. Então, Potter sacou o que pensou - segundo o seu depoimento - que era seu 'taser'.


Na gravação da cena registrada por sua câmera corporal, é possível ouvir a ex-policial gritando "taser" várias vezes, antes de disparar sua arma e ferir mortalmente Wright.


O incidente aconteceu na mesma época em que se desenvolvia o julgamento contra o ex-policial branco Derek Chauvin, que assassinou o homem negro George Floyd, também em Minneapolis, em maio de 2020, ao asfixiá-lo, ajoelhado sobre o seu pescoço, por nove minutos.


O assassinato de Floyd provocou protestos em todos os Estados Unidos, e em outros países, contra o racismo e a brutalidade policial.


A morte de Wright também gerou várias noites de protestos e distúrbios no Brooklyn Center, antes que a prisão de Potter acalmasse as tensões.



FONTE: FOLHAPE.COM.BR


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