Publicada em 28/12/2021 às 08h39.
Centrão teme custo eleitoral de postura antivacina de Bolsonaro em 2022
A avaliação de alguns líderes é que as falas de tom negacionista do presidente têm afetado a sua popularidade e podem respingar em outros candidatos.


Jair Bolsonaro - Foto: Flickr/Palácio do Planalto


O discurso antivacina de Jair Bolsonaro tem causado incômodo em caciques do Centrão, especialmente no PL, partido ao qual o presidente se filiou.


A avaliação de alguns líderes é que as falas de tom negacionista do presidente têm afetado a sua popularidade e podem respingar em outros candidatos da sigla ou quem se disponha a enfrentar a disputa eleitoral do ano que vem a seu lado.


Mesmo ontem, quando o Ministério da Saúde publicou uma nota que indicava a “recomendação” para a imunização contra a Covid-19 de crianças, Bolsonaro fez questão de afirmar que não vacinará sua filha Laura, de 11 anos. O presidente segue afirmando que ele próprio ainda não se vacinou.


No início de dezembro, o manda-chuva do PL, Valdemar Costa Neto, disse a um líder do PP que precisava “conversar com calma” com Bolsonaro, porque ele “precisa tomar vacina” contra a Covid-19. Apesar desse desconforto da cúpula da base aliada do governo, pessoas próximas do presidente reconhecem que ele provavelmente manterá o tom negacionista que agrada à parte mais radical do seu eleitorado.


Assim, nos últimos dias, Bolsonaro elevou os decibéis das críticas à vacinação contra a Covid-19 de crianças de 5 a 11 anos de idade. Segundo o presidente, “não está havendo morte de crianças que justifique algo emergencial”.



FONTE: FOLHAPE.COM.BR

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