
Com
a melhora do cenário epidemiológico da Covid-19 em Pernambuco, que
permitiu a flexibilização do uso de máscaras em locais abertos e
liberação da capacidade total em eventos, o Estado irá reduzir o atual
estado de calamidade pública para estado de emergência em saúde pública,
a partir da próxima sexta-feira (1º).
O decreto assinado pelo
governador Paulo Câmara e cinco secretários está publicado na edição
desta quarta-feira (30) do Diário Oficial do Estado e cita nota técnica
da Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde (Sevs) que reconhece que o
cenário presente da Covid-19 em Pernambuco "não justifica a renovação
do atual estado de calamidade pública, em vigor até 31 de março de
2022", mas recomenda a decretação do estado de emergência em saúde
pública.
Na prática, a diferença entre estado de calamidade e
estado de emergência está na capacidade de resposta do Poder Público à
situação de crise. Enquanto no primeiro o comprometimento de capacidade
de resposta é substancial, no segundo é parcial.
A decretação do
estado de emergência em saúde pública busca permitir uma transição
segura para a situação de normalidade, mas com a permanência dos
mecanismos de vigilância e resposta necessários à gestão operacional e
estratégia das ações de combate à pandemia.
O estado de
calamidade pública foi decretado em Pernambuco no dia 20 de março de
2020, oito dias após o registro do primeiro caso da Covid-19 no Estado, e
está em vigor desde então. A última prorrogação ocorreu em dezembro do
ano passado, quando o prazo foi estendido até 31 de março de 2021.
O
novo decreto de estado de emergência em saúde pública tem prazo de 90
dias, até o fim de junho de 2022. "O prazo de vigência poderá ser
ampliado, caso as circunstâncias que ensejaram sua edição se
mantiverem", diz trecho do texto.
O decreto também recomenda que
órgãos e entidades da administração pública estadual continuem a adotar
"todas as medidas necessárias ao enfrentamento da emergência em saúde
pública decorrente da Covid-19, observado o disposto na legislação
estadual".
Para declarar o estado de emergência, o Governo do
Estado também cita as lacunas de vacinação entre países, uma vez que 36%
da população mundial e 85,9% das pessoas em países de baixa renda,
inclusive na América Latina, ainda não receberam nenhuma dose da vacina,
o que "mantém a possibilidade do surgimento de novas variantes novas
variantes da doença com padrões incomuns, gravidade clínica e escape
vacinal ou de diagnóstico, exigindo imediata resposta por parte das
autoridades sanitárias em todos os níveis de gestão".
FONTE: FOLHAPE.COM.BR