Publicada em 04/04/2022 às 09h22.
Da lombar até o pé: saiba o que causa a dor ciática e como tratá-la
De acordo com especialista, o tratamento é medicamentoso; cirurgias raramente são indicadas.


Imagem meramente ilustrativa / Reprodução do google.


Dor aguda na coluna, que em muitos casos se estende pela perna e pode provocar outras sensações ruins, como dormência e formigamento. Com tanto desconforto, é natural se preocupar em excesso, mas a dor ciática, também chamada de ciatalgia, tem tratamento simples com cura comprovada em 80% dos casos.


O fato é que a dor é apenas um sintoma de que há algo incomodando o maior nervo do corpo humano, o ciático, e por isso ela recebe esse nome. De acordo com o ortopedista e especialista em coluna, Leonardo Yukio, qualquer inflamação ou compressão do nervo ciático pode provocar essas dores.


"O nervo ciático é uma estrutura nervosa que une vários nervos, começando no final da lombar, passando pela bacia e pelo quadril, até chegar no pé", explicou Leonardo.


Por conta da sua extensão, o ciático ainda controla as articulações do quadril, joelhos e tornozelos, além dos músculos das pernas e dos pés. "Por isso que, na crise, a dor parece travar a coluna e a perna", detalhou.


No geral, a principal causa dessa inflamação ou compressão do nervo é a hérnia de disco, que seria um extravasamento do disco, que comprime o nervo ciático, gerando a dor, mas há outros problemas associados.


"Osteofitose, ou bico de papagaio; estenose, que é um estreitamento na passagem do nervo; traumas; tumores; escorregamento de vértebras; e patologias nas musculaturas do glúteo e do quadril são algumas das causas da dor no ciático", elencou o profissional.


Por ser uma dor aguda, muitas pessoas sentem medo de buscar auxílio com medo do tratamento, em especial de uma intervenção cirúrgica.


"O tratamento é clínico e medicamentoso, ou seja, são prescritos analgésicos e anti-inflamatórios específicos para a região da dor. Além disso, algumas ferramentas auxiliares podem contribuir com o processo de cura, como a acupuntura e a fisioterapia", pontua Yukio.


O ortopedista destaca que esse procedimento consegue melhorar a qualidade de vida de 80% dos pacientes. E a indicação de cirurgia não vai obrigatoriamente para quem não alcança uma melhora imediata. 


"A indicação da cirurgia é somente em casos raros, quando, além da falta de alívio, há uma progressão da dor, com um maior comprometimento das funções do corpo. E, ainda assim, os procedimentos estão cada vez menos invasivos."


Uma vez obtida a melhora, é hora de prevenir para não precisar mais remediar. E a prevenção é obtida com hábitos simples que podem ser facilmente incorporados ao dia a dia, como correção postural e alongamentos.


FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.



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