Em versos românticos, a professora, historiadora e poetisa Andrea Galvão descreve, com olhos fascinados, o vislumbre do crepúsculo de Pesqueira, PE. Confira:

ROSÁCEO
De tão trivial que é
Chega a ser irrelevante
A observação costumeira.
No caminhar vesperal
Mergulho no deslumbramento
De uma cena desconcertante.
Um crepúsculo outonal
Arrebata os sentidos
Dos passantes desprevenidos
Que por ora fitam nuvens no céu.
Matizes rosáceas e borradas
Sugerem beleza naquilo que é banal.
Na dúvida se paro ou sigo,
Pego-me a devanear
Em meio aos ruídos da Praça.
E por mais habituada que esteja,
Os cenários da minha Pesqueira.
Ainda me fazem suspirar!
Andréa Galvão