Publicada em 27/04/2022 às 09h35.
É #FAKE que Lei Rouanet financiava programa Caldeirão do Huck
Globo nunca recorreu a verba incentivada para a produção de quadros do Caldeirão. A comercialização do programa é feita através de pacotes comerciais colocados à disposição do mercado publicitário.


É FAKE! / Reprodução do g1.


Circula pelas redes sociais uma mensagem que afirma que a lei Rouanet financiava quadros do programa Caldeirão do Huck. É #FAKE.


A mensagem falsa diz: ""Vcs vão ficar chocados quando descobrirem que quem financiava o Caldeirão do Huck era a lei Rouanet. Aqueles quadros de "ajuda" à reforma de casas e de carros, tudo isso era "patrocinado" pelo dinheiro do contribuinte brasileiro. É incrível, o que fizeram do Brasil! "


A comunicação da Globo informou que as afirmações são falsas. "A Globo nunca recorreu a verba incentivada para a produção de quadros do Caldeirão. A comercialização do programa é feita através de pacotes comerciais colocados à disposição do mercado publicitário."


O programa nem teria como solicitar o benefício, explica a advogada Cris Olivieri, especializada em cultura e entretenimento com mestrado em políticas culturais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).


"Projetos audiovisuais precisam ser produzidos por produtora independente. Podem ser veiculados em plataformas streaming ou mesmo em canais de TV (vários filmes nacionais foram assistidos na Globo). Mas o programa do Huck não poderia solicitar incentivos", diz ela.


Cris Olivieri atua na área de consultoria para cultura, comunicação e entretenimento há 30 anos. É co-autora do Guia Brasileiro de Produção Cultural, autora do livro “Cultura Neoliberal – Leis de Incentivo como política pública de cultura e facilitadora do Fórum Brasileiro pelos Direitos Culturais.


A lei prevê, no artigo 25, apenas "rádio e televisão, educativas e culturais, de caráter não-comercial" entre os segmentos beneficiados.


Também aponta que os projetos culturais relacionados com os segmentos produção cinematográfica, videográfica, fotográfica, discográfica e congêneres deverão beneficiar exclusivamente as produções independentes, bem como as produções culturais-educativas de caráter não comercial, realizadas por empresas de rádio e televisão.


A mensagem falsa é sinalizada pelo WhatsApp como encaminhada com frequência e tem na lateral uma lupa que permite conferir sua veracidade na internet. Esses elementos sempre são usados pelo aplicativo de mensagens em conteúdos virais que promovem desinformação.


FONTE: G1.



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