Publicada em 13/07/2022 às 08h39.
Saiba em quais locais ainda é obrigatório o uso de máscara em Pernambuco
Enfermeira e técnica de enfermagem foram agredidas por empresária que se recusou a usar a proteção em local de vacinação.


Imagem meramente ilustrativa / Reprodução do google.


O uso de máscara foi flexibilizado e deixou de ser exigido na maioria dos locais fechados em Pernambuco, mas segue obrigatório em alguns, como em pontos de vacinação contra a Covid-19. Na segunda (11), uma empresária foi filmada ao agredir profissionais de saúde depois de se recusar a usar a proteção.


O caso ocorreu no posto de vacinação do Ginásio Geraldão, na Zona Sul do Recife. As imagens mostram a mulher, com uma máscara na mão, falando de forma agressiva com uma enfermeira e, logo depois, dando um tapa em sua direção.


Em 20 de abril, deixou de ser exigido o uso de máscara em locais fechados, como lojas e shoppings, por exemplo. O decreto nº 52.630 determina que, apesar da liberação, há exceções em que a população precisa seguir utilizando a proteção:


  • Espaços abertos ou fechados destinados à prestação de serviços de saúde, inclusive farmácias e postos de saúde;
  • Espaços fechados em escolas do ensino infantil, a partir dos 3 anos, e dos ensinos fundamental e médio;
  • Interior de veículos de transporte coletivo de passageiros.


Além disso, em junho, o uso de máscaras de proteção voltou a ser obrigatório em todos os prédios do Judiciário estadual em Pernambuco. Segundo o Tribunal de Justiça (TJPE), a medida foi tomada por causa do aumento do número de casos de Covid-19.


O uso de máscaras era obrigatório em todo o estado desde 16 de maio de 2020. A medida, inicialmente, era somente para funcionários de serviços essenciais e passou a valer para toda a população de Pernambuco.


No dia 29 de março deste ano, o governo desobrigou o uso de máscaras em lugares aberos. Em 19 de abril, após 703 dias desde o início da obrigatoriedade do equipamento de proteção, foi anunciada a flexibilização também para os ambientes fechados.


Agressão em local de vacinação


A enfermeira Romana Bezerra, de 33 anos, filmou a confusão com a empresária Rosilene da Mata Cruz Ribeiro, que se recusava a usar a máscara. A técnica de enfermagem Geiciane Silva, de 34 anos, também registrou em vídeo a empresária discutindo com a enfermeira e teve o celular derrubado.


Ao g1, a empresária Rosilene da Mata Cruz Ribeiro disse que "deu um tapa no celular", mas não agrediu nenhuma das profissionais de saúde. Apesar de as imagens mostrarem que a empresária tinha uma máscara na mão, ela também afirmou que estava sem proteção, que pediu uma e que foi negado.


A enfermeira contou que viu o marido da empresária gritando com o segurança do posto de vacinação, porque foi solicitado pelo funcionário o uso da máscaraDisse que explicou que o homem estava fazendo o trabalho dele, já que o uso de máscara em Pernambuco ainda é exigido em serviços de saúde.


Romana disse também que, ao perceber o problema, uma pessoa que estava na fila deu uma máscara para a empresária. Mesmo assim, ela se recusou a usar e ficou agressiva. Segundo a enfermeira, foram várias agressões verbais, o que a fez pegar o celular e filmar para registrar tudo que a mulher estava falando. Segundo ela, foi quando ocorreu a agressão física.


Investigações


O caso chegou até a Central de Plantões da Capital. De acordo com a Polícia Civil, foi registrada uma ocorrência de dano, depredação e desacato contra a mulher. "As investigações foram iniciadas e seguem até esclarecimento do caso", informou, por nota.


A Polícia Civil informou que, além de agressões verbais, a empresária deu um tapa e derrubou o celular de uma das vítimas, quebrando a tela do aparelho. Por isso, foi instaurado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) em desfavor dela por destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia.


Questionada pelo g1, a polícia não respondeu se a mulher responderá pelas agressões físicas contra as profissionais de saúde.


Por nota, a Prefeitura do Recife informou que repudia todo e qualquer tipo de agressão e que prestou toda assistência à funcionária agredida.


Outro caso


Em junho, uma mulher foi presa em flagrante após ter feito ofensas racistas contra um homem que é enfermeiro e policial militar, durante uma campanha de vacinação contra a Covid-19 no Shopping Recife, também Zona Sul do Recife.


A acusada, identificada como Kátia Bezerra Valadares, 49, tentava vacinar com a segunda dose de reforço a filha de 14 anos, que não tinha a aplicação autorizada pelo Ministério da Saúde.


FONTE: G1.



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