Publicada em 21/10/2022 às 08h54.
Suspenso o direito de resposta que dava 164 inserções para Lula em programa de Bolsonaro
Decisão da ministra do TSE, Maria Cláudia Bucchianeri, veio após o recurso da campanha de Bolsonaro.


Lula e Bolsonaro / Reprodução do google.


Na noite desta quinta-feira (20),a ministra Maria Cláudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu direito de resposta para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que daria a ele 164 inserções de 30 segundos na propaganda partidária do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.


O caso será analisado pelo plenário do TSE. Enquanto isso, o direito de resposta de Lula fica suspenso. 


A decisão da ministra veio após a campanha de Bolsonaro ter entrado com um embargo de declaração (tipo de recurso).


Entenda o caso:


No caso de Jair Bolsonaro, Bucchianeri entendeu que a campanha veiculou propagandas com conteúdo “sabidamente inverídico” que relacionavam Lula à criminalidade por 7 dias seguidos na televisão. Essa condenação deu ao candidato petista 164 inserções para responder.


A resposta deverá tratar apenas do tema veiculado pela campanha adversária, que vinculou Lula ao crime ao dizer que Lula foi o mais votado no primeiro turno em presídios.


“A resposta apresentada deve ser objetiva, sem adjetivações, e deve necessariamente se dirigir à correção dos fatos tidos como falsos ou a afastar concretamente as afirmações tidas como gravemente ofensivas, mantendo, portanto, necessária pertinência temática. Descabe, na resposta, a prática de retorção ou mesmo a realização de nova propaganda eleitoral”, ressaltou a ministra.


Outra decisão que deu a Lula 20 inserções na televisão foi do ministro Sanseverino. O magistrado entendeu que a campanha de Bolsonaro atribuiu “abusivamente” os termos “corrupto” e “ladrão” ao adversário.


Segundo a campanha do PT, os direitos de resposta começam a ser veiculados na TV já nesta quinta-feira. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que acompanhou o caso, ressalta que a decisão "minimiza" problema identificado desde o início da campanha.


"A gente reconhece e aplaude a decisão do TSE, porque há o reconhecimento da campanha criminosa de Bolsonaro. Não chega a resolver o problema, mas minimiza. Eles ficaram no primeiro turno contando as mesmas mentiram e o discurso de certa forma fica no imaginário do eleitor, o que dificulta a reparação. Mas temos que aplaudir a iniciativa do TSE", diz o advogado.


FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.



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