Publicada em 25/10/2022 às 09h32.
PE está abaixo da meta de cobertura vacinal contra pólio a uma semana do fim da prorrogação da campanha
Estado ampliou até o dia 31 de outubro imunização contra doença. Índice atual é de 82,5% das crianças entre 1 e 4 anos vacinadas contra pólio, segundo Secretaria de Saúde.


Vacina contra Poliomielite / Reprodução do google.


Falta uma semana para o fim da campanha de imunização contra poliomielite, após o estado prorrogar o prazo até 31 de outubro. Esta segunda-feira (24) é também o Dia Mundial de Combate à Polio e, até o momento, Pernambuco ainda não atingiu meta de cobertura vacinal de 95% indicada pelo Ministério da Saúde.


As campanhas contra pólio e a de multivacinação iriam, inicialmente, até 9 de setembro. No entanto, a baixa procura fez o estado adiar o encerramento de ambas.


Em Pernambuco, 538.868 crianças desta faixa etária estão aptas a receber os imunizantes. No entanto, até esta segunda, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), 444.720 doses foram aplicadas no público-alvo da imunização.


De acordo com dados da SES-PE, o estado conta com 82,5% das crianças entre 1 e 4 anos vacinadas contra a poliomielite. Dos 184 municípios no estado, 77 atingiram 95% do índice estipulado pelo Ministério da Saúde e 106 estavam abaixo.


As campanhas contra pólio e a de multivacinação iriam, inicialmente, até 9 de setembro. No entanto, a baixa procura fez o estado adiar o encerramento de ambas.


Em Pernambuco, 538.868 crianças desta faixa etária estão aptas a receber os imunizantes. No entanto, até esta segunda, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), 444.720 doses foram aplicadas no público-alvo da imunização.


De acordo com dados da SES-PE, o estado conta com 82,5% das crianças entre 1 e 4 anos vacinadas contra a poliomielite. Dos 184 municípios no estado, 77 atingiram 95% do índice estipulado pelo Ministério da Saúde e 106 estavam abaixo.


O Dia Mundial de Combate à Poliomielite foi estabelecido para celebrar o nascimento de Jonas Salk, líder da primeira equipe que desenvolveu uma vacina contra a poliomielite, de acordo com a Fiocruz.


Uma das consequências da poliomielite é a paralisia infantil e, de cordo com a pediatra e infectologista Alexsandra Costa, a baixa cobertura vacinal torna possível um cenário onde crianças estejam mais expostas ao vírus que causa a doença.


"O vírus pode progredir para o sistema nervoso central e bloquear os neurônios que comandam as atividades dos membros. Então, a criança pode ficar sem movimentação por algo que poderia ser prevenido pela vacinação", disse a médica.


Para além da vacinação, a infectologista alertou para o déficit que algumas regiões possuem em saneamento básico, pois o vírus da poliomielite pode ser transmitido através de água ou alimentos contaminados.


"O saneamento básico realmente é fundamental para reduzir a transmissão no vírus. Mais uma vez, a lavagem das mãos também vai ser primordial e sem dúvida a vacinação é o principal", explicou Alexsandra Costa.


O esquema vacinal para proteção contra a poliomielite consiste na aplicação de três does da vacina inativada, por meio de uma injeção em bebês que tenham até 6 meses de vida. Até os 4 anos de idade, outros reforços são recomendados em duas doses por via oral, conhecida como "gotinha".


Vacinação


Para receber as doses, pais e responsáveis devem apresentar documento de identificação das crianças, além do cartão de vacinação do filho, caso tenham.


A capital pernambucana conta com 150 salas de vacina espalhados pelo município, que oferecem doses de imunização de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Os locais podem ser conferidos no site da prefeitura.


Há pontos de vacinação instalados nos shoppings Recife, em Boa Viagem, e RioMar, no bairro do Pina, ambos na Zona Sul da capital. Eles aplicam as doses de segunda a sábado, das 9h às 17h e aos domingos, das 12h às 17h.


No Shopping Boa Vista, no bairro da Boa Vista, centro do Recife, também acontece vacinação de segunda a sábado, no horário das 9h às 19h, e aos domingos, das 10h às 19h.


Na estratégia de multivacinação, devem tomar as doses as crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade (14 anos 11 meses e 29 dias), não vacinados ou com esquemas vacinais incompletos, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação.


Na estratégia de multivacinação, devem tomar as doses as crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade (14 anos 11 meses e 29 dias), não vacinados ou com esquemas vacinais incompletos, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação.


FONTE: G1.



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