Publicada em 28/11/2022 às 10h40.
É #FAKE que vídeo mostre ex-funcionário do TSE atacando urnas
Homem que aparece nas imagens nunca foi funcionário do TSE e TREs. Ele mesmo diz que não tem provas de fraude no sistema de votação.


É FAKE / Reprodução do g1.


Circula nas redes sociais um vídeo em que um homem faz alegações falsas sobre a integridade e transparência do processo eleitoral. Legendas afirmam que ele é ex-funcionário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É #FAKE.


Uma das versões da legenda falsa diz: "Este é o funcionário do TSE que o Xandão exonerou." No vídeo, o homem diz que tem provas de que Bolsonaro ganhou as eleições e afirma que "depois das 17h quebraram o código-fonte e aí ficou a vagabundagem roubando depois das cinco horas".


O Tribunal Superior Eleitoral esclarece que a pessoa que aparece no vídeo não fez parte do quadro de servidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).


O vídeo viral mostra um endereço no aplicativo Kwai. Procurado, o homem afirma que é ele que aparece no vídeo, mas reconhece que não tem provas de fraude e afirma que nunca foi funcionário do TSE.


O TSE também atesta que é mentirosa a afirmação de que houve fraude ou manipulação do código-fonte que dá os comandos ao sistema eleitoral.


O tribunal lembra que antes das eleições gerais de 2022, as linhas de programação ficaram abertas para inspeção realizada pelas entidades legitimadas a fiscalizar o pleito durante um ano.


"Neste intervalo de tempo, instituições como Polícia Federal, Ministério Público, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) conferiram as linhas de programação e, após a análise, atestaram a confiança do voto eletrônico", afirma.


"Ao final do período, todo o código-fonte que estava disponibilizado no ambiente de inspeção de código foi compilado durante cerimônia pública, assinado digitalmente por diversas entidades e lacrado, de forma a impedir qualquer tentativa de adulteração dos programas."


FONTE: G1.



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