Publicada em 13/12/2022 às 08h35.
Reta final da Copa tem disputa de camisas pela artilharia como atração
Favoritos na disputa pela Chuteira de Ouro da Copa, prêmio concedido ao principal goleador, e grandes esperanças de suas seleções na busca pela Taça Fifa, eles são personagens de uma disputa paralela: a da camisa mais artilheira.

Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Notícias ao Minuto.


O francês Mbappé, cinco gols na Copa do Qatar, veste a camisa 10. Seu compatriota Giroud, quatro gols no Mundial, a 9. O argentino Messi, sem dúvida, é o camisa 10 mais famoso da atualidade. Ele também tem quatro gols na competição.


Favoritos na disputa pela Chuteira de Ouro da Copa, prêmio concedido ao principal goleador, e grandes esperanças de suas seleções na busca pela Taça Fifa, eles são personagens de uma disputa paralela: a da camisa mais artilheira.

Sendo a camisa 9 a vestida quase sempre pelo centroavante titular do time, é de se esperar que ela encerre qualquer competição como sendo a que mais contabiliza gols.


Neste século, foi assim nas Copas de 2002 (Coreia/Japão), 2006 (Alemanha) e África do Sul (2010)


No Mundial asiático, jogadores que vestiram a camisa 9 (Ronaldo Fenômeno à frente) balançaram as redes 31 vezes, seguidos pelos que usaram a 11 (21). No torneio germânico, foram 21 os gols dos camisas 9, mais uma vez superando quem trajou a 11, a mais próxima perseguidora (18 gols).


Na Copa africana, a camisa 9 triunfou novamente, só que dessa vez com diferença mínima: 21 gols, contra 20 da camisa 11 e 19 da emblemática camisa que enfim resolveu aparecer, a 10.


Usada na história por craques espetaculares como Pelé, Maradona, Zidane, Puskás, Ronaldinho Gaúcho, Baggio e Platini, a popularíssima camisa 10 esteve discreta nos dois primeiros Mundiais do século vigente, com 15 e 12 gols, respectivamente.


Melhorou bem no torneio de 2010 (19 gols) e reagiu de vez nas Copas de 2014 e 2018, deixando as camisa 9 e 11 e seus respectivos artilheiros para trás.


No Brasil, oito anos atrás, atletas que usaram a camisa 10 (James Rodríguez, Messi, Benzema e Neymar entre eles) registraram 29 gols, seis a mais que aqueles identificados com o número imediatamente anterior.


Na Rússia, há quatro anos, a camisa 10 voltou a ser a campeã dos gols (25), seguida pela 9 e pela 7 (ambas 16 tentos).


Desta vez, entretanto, a 9 resolveu ressurgir com força. Com 60 dos 64 jogos realizados no Qatar, ela lidera, em disputa acirrada, a lista das camisas artilheiras, com 26 gols, somente dois a mais que a camisa 10, sua principal adversária.


FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.

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