Publicada em 10/11/2017 às 08h06.
Sem salários, jogadores do Santa Cruz prometem greve
De acordo com Grafite, clube tem até a próxima semana para quitar mais um mês em atraso.

Foto: Reprodução/Gogle Imagens

 

Por muito tempo se especulou a possibilidade dos jogadores do Santa Cruz entrarem em greve devido aos atrasos da diretoria para o pagamento de salários. Tendo três meses acumulados, além do que cabe aos funcionários do clube, e comissão técnica, nos quais alguns casos ultrapassam cinco meses, o grupo já havia ameaçado antes da partida com o Vila Nova da última terça-feira (7). Agora, a coisa está séria e os atletas podem parar inclusive de viajar para jogar os últimos compromissos da Série B.


Escolhido como um dos representantes do elenco, devido à experiência e boa relação com ambas as partes, o atacante Grafite compareceu para dar uma entrevista coletiva e esclarecer os bastidores da greve que se desenha no Arruda.


"Ficou acertado que uma folha seria paga até o jogo contra o Vila Nova. Somente os jogadores foram pagos e alguns não receberam. O treino foi cancelado e vamos nos reunir com a diretoria novamente amanhã. Quanto ao pagamento dos atletas, estamos aguardando para normalizar pois pode ser divergência do banco", contou.

Além de não ter subido para treinar nesta quinta-feira (9), o grupo pode até parar de jogar na reta final. O camisa 23 contou que a diretoria foi notificada e o Santa tem 48 horas para resolver alguma coisa. Caso contrário, já na segunda, a paralisação será total.


"O presidente do sindicato veio aqui nos respaldar, falar dos nossos direitos. A partir de três meses de atraso, os jogadores já podem pedir rescisão ou fazer greve. Nos vemos sozinhos nessa luta. A diretoria teve uma reunião antes com os membros da comissão técnica e depois se reuniu com nós quatro (Grafite, Derley, Bueno e Julio Cesar). E nós notificamos eles. Constantino Junior e Jomar estavam presentes. Se o clube não tomar uma providência, essa paralisação será para os jogos também", garantiu.


A decisão é encarada como um último recurso para tentar regularizar a situação entre clube e atletas que já perdura desde o início da temporada. Próximo de ser rebaixado, o Tricolor pode ter a queda decretada sem entrar em campo. "Eu não estive aqui entre 2006 e 2007, mas as pessoas contam que o clube não estava tão ruim como agora. Temos funcionários e gente da comissão com dificuldades e tentamos ajudar como é possível. Os funcionários estão com muitas dificuldades em casa. Esses salários para eles fazem muita falta", lamentou o atacante.


Grafite não acredita que a situação será totalmente normalizada até o fim do ano. Porém fala que é possível ver a dívida diminuir antes das festividades de Natal e Ano Novo. "Pagar tudo até a segunda-feira eu acho difícil. O fim do ano está chegando e todos querem dar um presente para o filho, fazer um jantar. Acho que pagando um ou dois meses de funcionário já ajuda bastante", disse.


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