Publicada em 01/08/2023 às 23h43.
Trump vira réu em processo sobre invasão do Capitólio
Ex-presidente dos Estados Unidos é acusado de tentar reverter de forma ilegal o resultado das eleições de 2020, da qual saiu derrotado por Joe Biden



Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, virou réu, nesta terça-feira (1º), em um processo criminal que apura a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. Ele é acusado de tentar reverter de forma ilegal as eleições presidenciais que perdeu para seu opositor, Joe Biden, em 2020. 


Com isso, Trump é acusado formalmente de quatro crimes e terá que se apresentar à Justiça na quinta-feira (3), em Washington D.C. As informações são do g1 e da Folha de S. Paulo.


Em 6 de janeiro de 2021, a vitória eleitoral de Biden estava sendo formalmente certificada no Capitólio, em sessão conduzida pelo então vice-presidente Mike Pence. O edifício do Congresso dos EUA foi invadido por apoiadores de Trump, que interromperam a certificação eleitoral e ameaçaram Pence. Na ocasião, cinco pessoas morreram.


De acordo com os procuradores do processo, o ex-presidente dos EUA sabia que suas alegações sobre as eleições eram mentiras. No entanto, repetia as falas mesmo assim "para criar uma atmosfera intensa de falta de confiança e raiva e, assim, erodir a confiança pública na condução das eleições".


A procuradoria disse que Trump teria tido seis cúmplices, mas não mencionou nomes. O processo foi liderado pelo procurador Jack Smith. 


Confira os delitos atibuídos a Trump nesta terça-feira (1º):

Conspiração para fraudar os Estados Unidos;

Conspiração para obstruir um processo oficial;

Obstrução e tentativa de obstrução e procedimento oficial;

Conspiração contra os direitos dos americanos.

Magnata afirma ser vítima de perseguição

Após o anúncio da acusação criminal, o ex-presidente publicou um texto na rede social Truth Social afirmando que a acusação da procuradoria faz parte de uma perseguição de Joe Biden.


Trump ainda disse que as acusações poderiam ter sido feitas antes, mas que o procurador decidiu fazer agora por motivos políticos, já que no próximo ano Joe Biden e ele disputarão uma nova eleição. 


"A ilegalidade dessas perseguições ao presidente Trump e seus apoiadores lembra a Alemanha nazista na década de 1930, a ex-União Soviética e outros regimes autoritários e ditatoriais", acrescentou em seu pronunciamento. 

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