
Neste domingo (6), o Consórcio Nordeste publicou uma nota criticando falas do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em uma entrevista dada ao jornal "O Estado de S. Paulo" no último sábado (5). À publicação, Zema menciona a formação de uma aliança Sul-Sudeste em resposta à articulação dos governadores dos nove estados nordestinos.
Ao comentar a formação da frente, Romeu Zema falou sobre o "protagonismo econômico e político" do Sul e Sudeste. Disse, ainda, que o Brasil funciona como um "produtor rural que começa só a dar um tratamento bom para as vaquinhas que produzem pouco e deixa de lado as que estão produzindo muito", referindo-se aos estados nordestinos.
De acordo com Zema, o bloco Sul-Sudeste é formado pelos sete governadores da região. Para o governador de Minas Gerais, as regiões estariam em desvantagem em votações na Câmara, mesmo representando uma fatia maior da população.
Em resposta, o Consórcio Nordeste disse que o governador de Minas Gerais "demonstra uma leitura preocupante do Brasil" e que o Norte e o Nordeste foram regiões penalizadas ao longo das décadas pelos projetos nacionais de desenvolvimento. A entidade também negou "qualquer tipo de lampejo separatista".
"Enquanto Norte e Nordeste apostam no fortalecimento do projeto de um Brasil democrático, inclusivo e, portanto, de união e reconstrução, a referida entrevista parece aprofundar a lógica de um país subalterno, dividido e desigual. [...] A união regional dos estados Nordeste e, também, os do Norte, não representa uma guerra contra os demais estados da federação", alegou o Consórcio, em nota.
Segundo o Consórcio Nordeste, a união entre Sul e Sudeste pode representar avanços, desde que haja o compromisso no combate nacional às desigualdades e respeito às diversidades.