Publicada em 09/08/2023 às 10h33.
Mais de 100 prédios 'podem desabar a qualquer momento' no Grande Recife, diz TJPE
Nesta terça (8), estado, prefeituras e seguradoras discutiram plano de ação para prédios condenados.

Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Diário do Nordeste.


"Já detectamos mais de 100 prédios em risco quatro, que podem desabar a qualquer momento e outros com a estrutura muito frágil".


A frase é do coordenador do Núcleo de Conciliação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Erik Simões, sobre a situação dos prédios tipo caixão condenados no Grande Recife. Nesta terça-feira (8), um mês após um prédio desabar e deixar 14 pessoas mortas e sete feridas em Paulista, uma reunião organizada pela Justiça discute os problemas estruturais dos edifícios.


Participam do encontro representantes do governo do estado, das prefeituras de Olinda, Paulista e Recife, e das seguradoras Caixa e SulAmérica (veja vídeo acima). De acordo com o TJPE, a reunião tem como objetivo construir um plano de ação para as questões geradas por prédios financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH).


Segundo o coordenador do Núcleo de Conciliação, um mapeamento das construções mais críticas está sendo levantado pelos municípios. As reuniões, segundo o tribunal, serão realizadas até que haja uma solução concreta.


Ainda de acordo com Erik Simões, a proposta, a primeiro momento, é reunir dados juntos aos órgãos públicos sobre o mapeamento das construções que estão em situações estruturais mais críticas e, também, reunir ações que tramitam na Justiça estadual e federal, para colocar em prática a desocupação e demolição dos prédios.


"Cada município está tentando ajudar da sua forma. Tem também a Caixa Econômica, a Caixa Seguradora, as empresas privadas de seguro. A gente está tentando entrar numa conciliação para que haja a imediata desocupação e demolição desses imóveis", disse Erik.

 

Respostas


A Sulamérica afirmou que a participação da seguradora foi como prestadora de serviços na apólice pública do seguro habitacional do SFH. Ela disse, também, que não tem poder para retirar os ocupantes dos imóveis ou para demolir os prédios, já que a prerrogativa é exclusiva das autoridades públicas.


A seguradora também reforçou que "tem participado das reuniões propostas e mantido interlocução com o Judiciário e as autoridades locais".


Segundo o TJPE, outra reunião foi marcada para o dia 14 de agosto, nela, os municípios devem levar dados sobre os prédios em situações mais críticas para que a Caixa monte o programa de demolição. Ainda de acordo com o tribunal, as reuniões preveem a construção de um plano de habitação para os moradores dos municípios.


Relembre os casos


Na manhã do dia 7 de julho, parte do Bloco D7 do Conjunto Beira-Mar desabou, deixando 14 mortos e sete feridos. As buscas pelas pessoas soterradas duraram 35 horas.


O prédio que desabou estava interditado desde 2010 por ordem judicial. No entanto, em 2012, voltou a ser ocupado por outras famílias de forma irregular.


Em 27 de abril, o Edifício Leme, em Jardim Atlântico, na cidade de Olinda, também desabou parcialmente. Seis pessoas morreram e cinco ficaram feridas.



FONTE: G1.



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