Publicada em 22/08/2023 às 16h49.
É #FAKE que ator Humberto Martins e Anvisa recomendem medicamento para tratamento de próstata
Publicação falsa imita a aparência do g1 e usa indevidamente imagem de celebridades e da Anvisa para recomendar produto sem comprovação científica. Meta diz que removeu publicidade.

É FAKE: Reprodução: G1.    


Circula nas redes sociais uma publicação que imita a aparência de uma página do g1 e a afirma que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) recomenda o produto MaxProst para tratar ou curar problemas na próstata. É #FAKE.


g1 não publicou uma reportagem com esse título e conteúdo. A imagem é uma montagem fraudulenta. O ator Humberto Martins respondeu, por meio de sua assessoria, que a mensagem é falsa a ANVISA diz o mesmo.

 

A agência esclarece que não existe medicamento registrado com o nome de Maxprost.

 

Somente medicamentes registrados na ANVISA podem fazer alegações terapêuticas como as citadas na mensagem falsa. Os medicamentos precisam ser submetidos a estudos clínicos que comprovem sua eficácia e segurança, diz a ANVISA.

 

A Sociedade Brasileira de Urologia afirma que desconhece o medicamento MaxProst e enfatiza que o mais importante, antes de iniciar um tratamento para a próstata, é consultar um médico.

 

"À Sociedade Brasileira de Urologia compete ditar as normas e condutas a serem adotadas pelos urologistas brasileiros, segundo as diretrizes de diagnóstico e tratamento", diz. "Em relação aos tratamentos para a próstata, o tratamento de primeira linha da hiperplasia benigna (HPB) deve ser avaliado de acordo com o quadro clínico, e pode contar com o uso de alfabloqueadores, inibidores da 5-alfa redutase, anti-muscarínicos e inibidores da 5-fosfodiesterase, dependendo do tipo e da gravidade dos sintomas, além da cirurgia que pode ser necessária desde o início em casos específicos."

 

A publicação falsa aparece nas redes sociais como conteúdo patrocinado.

 

Questionada, a Meta, dona do Facebook e do Instagram, afirma que removeu o conteúdo.

 

"Removemos o anúncio apontado pela reportagem por violar nossas políticas. Não permitimos atividades fraudulentas ou quaisquer atividades que violem nossos Padrões da Comunidade ou de Publicidade. Usamos uma combinação de denúncias da nossa comunidade, tecnologia e revisão humana para identificar conteúdos violadores e aplicar nossas políticas", diz.

 

A empresa salienta, ainda, que tem ferramentas úteis que podem ser acessadas caso as pessoas tenham dúvidas sobre anúncios, perfis ou páginas que pareçam ser falsos. Um desses recursos é a central de ajuda do Facebook, que fornece uma série de dicas sobre como identificar algumas das atividades impróprias mais comuns na internet e o que fazer nessas situações.

 

Além disso, recomenda que as pessoas denunciem perfis e anúncios que acreditem que possam violar suas políticas.

 

A Meta compartilha um passo a passo de como denunciar conteúdos suspeitos no Facebook.

 

Fraudadores têm simulado a aparência de sites da mídia profissional para forjar supostas reportagens e assim tentar vender produtos sem comprovação científica. Nessas publicações falsas, usam a imagem de artistas e celebridades, sem consentimento, para atribuir a elas declarações favoráveis aos produtos falsos. As publicações oferecem links maliciosos, que podem roubar dados ou levar a compras indevidas.


FONTE: G1.



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