Publicada em 08/08/2025 às 11h45.
Veja o que se sabe e o que falta esclarecer sobre a morte do menino de 10 anos em Belo Jardim
Suspeito de ter cometido o crime disse que a motivação foi uma dívida de R$ 6 mil com o pai da criança.

Foto: Divulgação. 


 Um menino de 10 anos foi assassinado na quarta-feira (6) em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. O corpo de Alexsandro Vital Nunes dos Santos foi encontrado por moradores da comunidade Vila Bela, dentro de um galpão abandonado. Durante a tarde da quinta-feira (7), a Polícia Civil apreendeu um adolescente suspeito de ter cometido o crime.


Confira o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o crime


1- Quem é a vítima?

2- Quem é o suspeito?

3- Como o crime aconteceu?

4- O que disse o suspeito ao ser apreendido?

5- Como a comunidade reagiu?

6- O que dizem as autoridades?

 

Quem é a vítima?



Foto: Divulgação. 


 Alexsandro Vital Nunes dos Santos era uma criança de 10 anos moradora de Belo Jardim. O menino estudava em uma escola municipal e tinha o hábito de brincar na comunidade onde morava. Segundo os moradores que tiveram contato com a criança, ele foi descrito como um menino tranquilo e sociável, que gostava de brincar na comunidade com outras crianças durante a tarde, após sair do colégio. O velório está marcado para acontecer às 10h da sexta-feira (8), na Travessa Francisco Muniz Arraes, em Belo Jardim, de onde o corpo seguirá para sepultamento no cemitério local.


Quem é o suspeito?


O suspeito de cometer o crime é um adolescente de 17 anos, que não teve o nome e a idade divulgado. Ele foi apreendido em flagrante na tarde da quinta-feira (7). Segundo a Polícia Civil, o jovem mora em Canhotinho, também no Agreste de Pernambuco. Ele estava hospedado na casa dos avós em Belo Jardim. Após a apreensão, o menor foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário, que vão decidir sobre a internação. Ainda conforme a polícia, o jovem foi apreendido por “ato infracional análogo ao crime de homicídio”.


Como o crime aconteceu?

 

Em entrevista para imprensa, o delegado Marcelo Francisco explicou que o adolescente teria atraído a criança com o pretexto de buscar talas para confeccionar uma pipa. Na comunidade, o suspeito convenceu o menino a entrar no galpão e o matou por esganadura com um cabo de aço e com golpes de pedra na cabeça e no tórax (veja vídeo abaixo).





O que disse o suspeito ao ser apreendido?


Após ser apreendido e prestar depoimento aos investigadores, o adolescente disse que cometeu o crime por causa de uma dívida de R$ 6 mil, que estaria ligada ao pai da vítima, que está preso há cerca de 30 dias por tráfico de drogas. O nome do pai do meio não foi divulgado.


Enquanto era ouvido pela polícia, o menor disse que o homem tinha a dívida com ele e após fazer uma cobrança ao traficante, começou a receber as ameaças. O crime teria acontecido por retaliação.


Como a comunidade reagiu?


Após o corpo da criança ser encontrado, o crime começou a repercutir no município e gerou revolta popular entre os moradores. Em entrevista para TV Asa Branca, Anderson Oliveira, morador da Vila Bela, informou que tem filhos na mesma idade que Alexsandro. O homem foi uma das pessoas que ajudou a procurar a criança. Depois do caso, o pai disse que ficou assustado e com medo de deixar os filhos brincando sozinhos.


Durante o final da manhã e início da tarde, diversas pessoas se reuniram em frente a delegacia em protesto, com cartazes pedindo justiça.



             

                                                   Foto: Divulgação.


O que as autoridades dizem?

 

 A prefeitura de Belo Jardim e a Ordem dos Advogados (OAB) do município se manifestaram nas redes sociais se solidarizando com o fato. Por meio de nota, a Secretaria de Educação, Esportes e Tecnologia disse que Alexsandro era aluno da rede municipal de ensino e lamentou o fato.


Já a OAB, também lamentou o fato e reforçou que a necessidade de "justiça e de medidas urgentes que evitem que tragédias como está se repitam".


"A morte de uma criança é uma tragédia irreparável que comove e indigna. Diante dos fatos, cobramos das autoridades e dos órgãos competentes que realizem uma investigação rigorosa e transparente, a fim de esclarecer as circunstâncias que levaram a esse desfecho tão doloroso. É dever do Estado garantir a proteção e o bem-estar de nossas crianças", disse a Ordem.



FONTE: G1 CARUARU.










 


 





           




          

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