Publicada em 04/09/2025 às 08h48.
Boletim aponta aumento de casos de dengue em Pernambuco desde o último levantamento
Entre janeiro e agosto, o estado registrou 7.475 casos confirmados, incluindo 161 graves; chikungunya e febre do Oropouche também estão sendo monitoradas.

Foto: Divulgação.            


 Entre janeiro e agosto de 2025, Pernambuco contabilizou 7.475 casos confirmados de dengue, incluindo 161 casos graves e cinco óbitos, segundo o Boletim Epidemiológico de Arboviroses Nº 35. O número representa uma redução de 57,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o estado enfrentou um surto mais intenso da doença. No boletim de 29/12/2024 a 30/08/2025 foram registrados aponta 30.850 casos notificados de dengue, dos quais 7.475 foram confirmados em Pernambuco.


O levantamento aponta que, do total de municípios pernambucanos, 114 apresentam baixa incidência de dengue, 41 média incidência e 22 alta incidência, indicando que a doença permanece concentrada em algumas regiões, mas com queda geral em comparação a 2024.


Outras arboviroses em monitoramento


Além da dengue, Pernambuco registrou 4.806 casos notificados de chikungunya, com 732 confirmações. Para o vírus Zika, houve 1.045 notificações, sem registros confirmados até o momento. Esses dados reforçam a necessidade de vigilância contínua sobre arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.


Febre do Oropouche


O boletim também monitora a febre do Oropouche, que desde maio de 2024 teve 183 casos notificados no estado, com sete confirmações em 2025. A doença viral já foi identificada em pacientes de diversas cidades pernambucanas.


São elas: Água Preta, Aliança, Barra de Guabiraba, Bonito, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Catende, Gameleira, Garanhuns, Goiana, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Itaquitinga, Jaboatão dos Guararapes, Jaqueira, Lagoa dos Gatos, Limoeiro, Macaparana, Machados, Maraial, Moreno, Paudalho, Paulista, Pombos, Recife, Rio Formoso, Santa Cruz do Capibaribe, São Benedito do Sul, São Vicente Ferrer, Sirinhaém e Timbaúba.


Medidas de prevenção


O boletim destaca a importância da manutenção das medidas preventivas, como a eliminação de criadouros de mosquitos, o uso de repelentes e a atenção aos sintomas das arboviroses. A vigilância ativa em unidades de saúde e a mobilização comunitária são apontadas como essenciais para evitar novos surtos no estado.



FONTE: AGÊNCIA BRASIL.




 

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