Publicada em 29/09/2025 às 10h04.
Paulista: mãe é condenada a quase 42 anos de prisão por espancar bebê até a morte
Autos do processo mostram que a mulher teria batido a cabeça do menino na parede porque ele não terminou de comer e não dormia

  Foto: Divulgação.   


 Uma mulher identificada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) como Nayara Uedna Costa da Silva foi condenada a uma pena total de 41 anos e 7 meses de reclusão pelos crimes de tortura e homicídio qualificado contra o próprio filho, um bebê de 1 ano e 5 meses.

O crime aconteceu em 26 de fevereiro de 2023, na casa onde a condenada morava com os filhos, em Paratibe, na cidade de Paulista, Região Metropolitana do Recife (RMR). Denúncia oferecida ao Tribunal pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) mostra que a mãe espancou o menino causando traumatismo cranioencefálico grave. 

De acordo com os autos do processo acessados pela reportagem da Folha de Pernambuco, no dia da morte, a ré espancou o menino porque ele não terminou uma refeição e demorava a dormir.


"A imputada [Nayara] passou a desferir tapas violentos nas costas do menino, e, em seguida, puxou a criança pelos cabelos, chacoalhando a sua cabeça com força. Em seguida, soltou a cabeça do filho e deu-lhe um forte empurrão, fazendo com que a criança batesse a cabeça contra a parede, gerando sua morte", diz trecho da denúncia. 

Ainda segundo o documento, a mãe considerava o menino "mimado" por ter sido criado pela avó paterna. Por isso, agredia brutalmente a criança, sob pretexto de "educá-lo". Castigos eram rotineiros e violentos, além de xingamentos e ameaças ao menino, que foi morar com ela cerca de um mês antes de ser morto.

Vizinhos narraram em depoimento que os xingamentos e maus-tratos de Nayara contra os filhos eram constantes. "Ela gritava com as crianças e se utilizava de diversos termos pejorativos para com elas", cita trecho do processo.

No dia do crime, os vizinhos contaram ter escutado a ré gritando por socorro e foram até a casa, quando se depararam com o bebê morto. Um desses vizinhos era bombeiro e tentou reanimar a criança. Em seguida, um familiar chegou ao local e levou a criança para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). 



FONTE: FOLHA PE.





          

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