Publicada em 03/11/2025 às 07h40.
Corpos dos 117 mortos em megaoperação no Rio estão liberados, diz defensoria Pública
Ao todo, 121 pessoas morreram na ofensiva policial, considerada a mais letal da história do Brasil

Foto: Divulgação.              


 Os corpos de 117 mortos na operação Contenção, deflagrada na última terça-feira (28), no Rio de Janeiro, foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML), informou a Defensoria Pública do Estado, em nota enviada à reportagem, neste domingo (2). Os cadáveres estavam em processo de perícia. Ao todo, 121 pessoas morreram na ofensiva policial, considerada a mais letal da história do Brasil.

 

Segundo o governo do Estado, quatro dos mortos eram policiais (dois militares e dois civis), enquanto os demais teriam relação com o tráfico de drogas.

 

As incursões, realizadas nos complexos do Alemão e da Penha, tiveram por objetivo atingir lideranças do Comando Vermelho e capturar investigados de integrar a facção.

 

“A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro informa que todos os corpos dos suspeitos mortos da megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão foram liberados, e a perícia do Instituto Médico-Legal (IML) foi oficialmente encerrada”, disse a defensoria no comunicado. “A Instituição segue acompanhando o caso e prestando assistência às famílias”, acrescentou.

 

Ao todo, 113 pessoas foram presas e mais de 1 tonelada de drogas e 91 fuzis foram apreendidos, segundo a Polícia Civil.

 

Entre os alvos da operação, e que tinha mandado de prisão expedido, era Edgard Alves de Andrade, o Doca, considerado um dos principais líderes do Comando Vermelho nas ruas. Ele não foi preso nas incursões e continua foragido.

 

Em coletiva de imprensa realizada na última sexta, o Secretário de Polícia Civil Felipe Curi, e secretário de Segurança Pública do Estado, Victor Santos, dos 99 mortos até então identificados, 42 tinham mandados de prisão pendentes e ao menos 78 tinham “extenso histórico criminal”. Ainda segundo Felipe Curi, nove deles eram considerados líderes do Comando Vermelho e foram mortos na operação:

 

- Russo, chefe do tráfico em Vitória;

 

- DG, chefe do tráfico na Bahia;

 

- FB, chefe do tráfico na Bahia;

 

- PP, chefe do tráfico do Pará;

 

- Chico Rato, chefe do tráfico em Manaus;

 

- Gringo, chefe do tráfico em Manaus;

 

- Mazola, chefe do tráfico em Feira de Santana;

 

- Fernando Henrique dos Santos, chefe do tráfico em Goiás;

 

- Rodinha, chefe do tráfico em Itaberaí.

 

Investigações apontam que os complexos do Alemão e da Penha funcionavam como centros de comando da facção e serviam até para treinamento tático dos criminosos.

 

Segundo a polícia, ambos os locais serviam como polos de abastecimento e distribuição de drogas e armas para outras comunidades controladas pelo Comando Vermelho. Estima-se que chegavam a circular 10 toneladas de drogas na região por mês.

 

As apurações indicam que pelo menos 24 comunidades do Rio de Janeiro – entre elas o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, a Rocinha, o Complexo da Maré, o Jacarezinho e o Complexo do Lins – são diretamente abastecidas por esses fluxos ilícitos.



FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.



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