Publicada em 07/11/2025 às 12h18.
Lula e Macron concordam em reforçar cooperação policial na Amazônia
Durante encontro na COP30, em Belém, Lula e Macron acertaram ações conjuntas de segurança na fronteira entre Brasil e Guiana Francesa e discutiram temas como o combate ao tráfico e à mineração ilegal, além do avanço do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Foto: Divulgação.


 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o francês Emmanuel Macron concordaram em reforçar a cooperação policial para combater o crime organizado transnacional na região amazônica, informou o governo brasileiro.


O encontro entre os dois líderes ocorreu na quinta-feira (6), à margem da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA).


De acordo com a Presidência, Lula e Macron discutiram temas de interesse comum, como a segurança ao longo dos 730 quilômetros de fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. Lula convidou o presidente francês a indicar um adido para participar das “atividades de inteligência” do Centro Internacional de Cooperação Policial da Amazônia, inaugurado em setembro, em Manaus.


O centro atua no combate a crimes como o tráfico de drogas, a extração ilegal de madeira e a mineração clandestina, atividades controladas por organizações criminosas como o Comando Vermelho e o PCC, que ampliaram sua presença na região nos últimos anos.


Durante a reunião, Lula e Macron também trataram do recém-criado Fundo Florestas Tropicais para Sempre, ao qual a França anunciou uma contribuição de 500 milhões de euros. Portugal também confirmou participação com o aporte de 1 milhão de euros.


O presidente brasileiro voltou a demonstrar otimismo quanto à assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul ainda este ano. O governo francês, no entanto, tem se mostrado resistente à ratificação, principalmente por pressões do setor agrícola.


Na quarta-feira (4), o chanceler Mauro Vieira afirmou que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pretende assinar o acordo no dia 20 de dezembro, durante a cúpula do Mercosul, que será realizada no Rio de Janeiro.


O tratado, concluído após 25 anos de negociações, prevê a eliminação gradual de tarifas entre os dois blocos em um período de transição de até 10 anos — com prazos estendidos para até 15 anos em produtos considerados sensíveis.


Se confirmado, o pacto comercial será o maior do mundo em volume de investimentos e abrangência, cobrindo um mercado equivalente a 25% da economia global, com 780 milhões de pessoas — cerca de 10% da população mundial.



FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.




             

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