
Foto: Divulgação.
O presidente da Câmara dos
Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), adiou, nesta quarta-feira (12), a
reunião para votação do PL Antifação. O encontro estava previsto par acontecer
nesta quinta-feira (13), porém, foi remarcado para o dia 18 de novembro. A
decisão vem após o relator do Projeto Antifacção, Guilherme Derrite (PP-SP),
apresentar a quarta versão do parecer, e os líderes partidários pedirem
adiamento da votação, apesar do projeto já estar pronto para ser votado no
plenário.
O mais novo parecer
apresenta uma definição para facção criminosa e destina parte dos bens
apreendidos das organizações para um fundo da Polícia Federal (PF). Segundo o
texto, quando o crime estiver sendo investigado pela PF a destinação dos bens
apreendidos vão para o Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das
Atividades Fim da Polícia Federal (FUNAPOL). Mudança que difere da versão
anterior, em que os recursos eram destinados integralmente aos Estados e ao
Distrito Federal.
O líder do PT na Câmara dos
Deputados, Lindbergh Farias (RJ), criticou a quarta versão do parecer do
deputado Derrite (PP-SP). De acordo com o petista, na rede social X, Derrite
“aprofunda a desorganização normativa e mantém vícios estruturais graves”.
Lindbergh sustenta que Derrite retira recursos da Polícia Federal,
“enfraquecendo o órgão de coordenação nacional e contrariando o espírito da PEC
da Segurança Pública”. O líder do PT prossegue: “Em vez de fortalecer a PF, o
texto promove uma fragmentação orçamentária em relação aos fundos que
compromete a eficiência no enfrentamento às organizações criminosas de atuação
interestadual”.
Lindbergh diz ainda que a tipificação de facção criminosa pelo relator é uma improvisação. “O relator insiste em inventar categorias sem fundamento jurídico, como a tal ‘organização ultraviolenta’, numa tentativa de apagar a terminologia rigorosa de ‘facção criminosa’ introduzida no texto original do governo federal”.
FONTE: FOLHA PE.