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Uma operação do Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE) resgatou 23 trabalhadores em condições análogas à escravidão na Praia de Atapuz, no município de Goiana, no Litoral Norte do estado. A ação aconteceu em uma construção, no dia 9 de outubro, e flagrou alojamentos insalubres, irregularidades contratuais e grave violação de direitos.
O MPT-PE se juntou ao Ministério Público Federal (MPF), ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), à Defensoria Pública da União (DPU) e à Polícia Federal (PF) para realizar a operação. De acordo com o MPT, uma denúncia contra a empresa Cassiano Fernande de Lira Construtora LTDA, localizada no município de Igarassu, no Grande Recife, desencadeou a fiscalização ao canteiro de obras.
No local, foram identificados indícios de exploração ilegal dos trabalhadores. A denúncia apontou o aliciamento de trabalhadores vindos de localidades distantes mediante falsas promessas de emprego. Ainda de acordo com a denúncia, as vítimas eram submetidas a dormir no chão, conviver com insetos e roedores, sem acesso a água potável. Elas ainda realizavam refeições no piso e em alguns casos eram obrigadas a pagar pela própria alimentação. A ausência de registro formal e de segurança também reforçou a necessidade de intervenção.
A primeira visita foi feita na sede da empresa, em Igarassu, onde a equipe de força-tarefa teve dificuldades para entrar no estabelecimento. Os funcionários tentaram esconder colchões em um dos cômodos, ocultando possíveis instalações improvisadas de alojamento. Outros ambientes da sede estavam trancados, e a empresa também não liberou a entrada dos fiscais nos espaços. Na ocasião, a construtora também não colaborou com o fornecimento de informações acercas das obras em operação. A equipe de fiscalização, no entanto, identificou que a empresa era responsável por construções no município de Garanhuns e em povoados da cidade de Goiana.
FONTE: CBN RECIFE.