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Com
a chegada da Black Friday e das comemorações de final de ano, um dos períodos
que mais aquecem o comércio, o varejo e outros setores já começaram a se
preparam para o aumento das vendas com a abertura de vagas temporárias. A época
pode ser uma oportunidade também para quem deseja ingressar no mercado de
trabalho. Em Pernambuco, a expectativa é de que o período gere cerca de 59 mil
vagas de empregos temporárias.
Segundo
a Associação Pernambucana de Shopping Centers (Apesce), esses dados locais são
referentes aos números de várias instituições. Ainda de acordo com a
associação, apenas os shoppings centers pernambucanos serão responsáveis por
oito mil destas vagas temporárias.
De
acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Recife) e do
Sindilojas Recife, Fred Leal, apesar do cenário econômico nacional afetado pela
alta dos juros, que diminui o poder de compra do consumidor, o comércio deve
contratar mais pessoas para atender o aumento da demanda.
“A
expectativa é de um incremento em torno de 30% do quadro atual, porque durante
o ano ocorreu muita demissão. Por exemplo, se a empresa tinha 100 funcionários,
em novembro e dezembro, ela deve chegar a 130 e essas contratações já
começaram. No comércio, os setores que mais estão contratando são o de
calçados, e em segundo, o de confecções”, destaca.
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Brasil
terá mais de 500 mil vagas temporárias
De
acordo com a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Assertem), o período
deve gerar para o país 535 mil contratos temporários, cerca de 7,5% em relação
ao ano passado. Segundo a associação, no 4º trimestre, as contratações no país
devem ser puxadas pelo setor da Indústria (50%), seguido pelo de Serviços (30%)
e Comércio (20%).
“Na Indústria, os destaques são os setores de eletroeletrônicos, brinquedos, linha branca, vestuário, calçados e alimentos voltados para o Natal, como o panetone.
No Comércio, o aumento da movimentação começa já em novembro, para atender ao aumento de demanda da Black Friday e Natal. Já no setor de Serviços, especialmente na área de logística, o crescimento se dá pelo e-commerce e pela distribuição dos produtos vendidos online”, explica o presidente da Assertem, Alexandre Leite Lopes.
FONTE: CBN RECIFE.